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Pagando pelo que não foi pedido

11/01/2006 às 16h35

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Os fabricantes, em geral, citam recursos novos e melhorias como os principais incentivos para que os usuários adotem as versões mais recentes dos softwares. Para muitos, as novidades valem o quanto custam, mas também é comum consumidores reclamarem de se sentirem forçados a pagar por bobagens e recursos adicionais que não precisam nem querem.

Sheryl Clark, consultora financeira do Arizona, vem usando o Quicken desde 1991 e o recomenda a seus clientes, mas critica a pressão por atualizações constantes. “No início, achei que as novas versões valiam o investimento de tempo e dinheiro para a atualização”, diz Sheryl. “Porém, depois de alguns anos, o software tinha todas as funções necessárias para a maioria das pessoas. As novas versões estão cheias de coisas e menos intuitivas. Não sei qual a resposta financeira que os fabricantes têm, mas, como usuária, acho frustrante.”

Para muitos fabricantes, a resposta econômica pode ser seguir o exemplo da Symantec e adotar modelos baseados em assinaturas de serviços. Noel Kuriakos, gerente de produtos da Macrovision, vê pontos positivos nesse tipo de estratégia. Segundo ele, os consumidores podem escolher quais atualizações e recursos desejam, em vez de terem de comprar uma nova versão inteira. “É possível desmontar o pacote e pegar só os recursos necessários.”

De fato, muitos fabricantes, em especial os de soluções de segurança e fornecedores de serviços baseados na internet, adotaram este modelo nos últimos anos. Segundo um estudo divulgado durante a conferência SoftSummit do ano passado, 60% dos fornecedores de software devem oferecer aplicativos por assinatura em 2007.

Pagamentos infinitos

Muitas das preocupações sobre o modelo continuam válidas, no entanto. É possível que você termine pagando muito mais, uma vez que os pagamentos são regulares e nunca terminam.

Para evitar (ou pelo menos se preparar) atualizações forçadas e custosas do próximo software que for comprar, comece fazendo uma pesquisa sobre o ciclo de vida do produto que está interessado. Quantas vezes e com que freqüência a empresa lançou grandes atualizações? Se suspeita que o produto está perto do fim de um ciclo, pense em aguardar o próximo lançamento para comprá-lo ou analise softwares semelhantes. Além disso, qual a história da empresa em questão no que diz respeito ao suporte de edições antigas?

Leia atentamente a licença de uso antes de fazer o investimento, mesmo se isso exija uma ou duas xícaras de café a mais. Muitos dos mais bem reputados fabricantes publicam seus contratos de licença em seus sites de internet para que você possa lê-los antes de comprar o produto. Se não encontrar, peça uma cópia ao fornecedor.

Tenha certeza de ter entendido os detalhes do serviço e da política de suporte ao produto que está adquirindo, especialmente se for um aplicativo de segurança. Se tiver dúvidas, ligue para o fabricante e peça um esclarecimento antes da compra. Por último, dê um passeio por fóruns de discussão online e artigos que comentem sobre o produto e o fabricante.

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