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Europa testa sistema contra acidentes de carro

Tecnologia permitirá enviar alertas aos motoristas e, em casos extremos, frear o carro automaticamente para prevenir colisões

IDG Now!

16/01/2006 às 11h06

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O sistema piloto mostrou bons resultados. Em poucos anos, quando o preço dos sensores estiver menor, poderá ser mais seguro caminhar ou andar de bicicleta pelas ruas européias.

Várias empresas do setor automobilístico, com base no programa de pesquisa Information Society Technologies (IST), da Comunidade Européia, reuniram-se para desenvolver um sistema tecnológico que alerta o motorista e consegue frear o carro sozinho quando a colisão com uma pessoa ou uma bicicleta for inevitável.

Todos os anos na Europa mais de 200 mil pessoas ficam feridas por esse tipo de acidente. Outras 9 mil morrem.

Sob coordenação da francesa Faurecia, o projeto Sensores e Sistemas de Arquitetura para a Proteção de Pedestres (Save-U) conta com a participação da Siemens VDO, CEA, DaimlerChrysler, Mira e Volkswagen. Os testes feitos no Reino Unido em veículos Mercedes E Class e Passat mostraram que a tecnologia tem boas condições de ser comercializada.

No protótipo desenvolvido, os técnicos instalaram aparelho de radar, câmera de vídeo e outra câmera para perceber raios infravermelho, além de vários tipos de sensores.

Em questão de segundos, o sistema calcula o movimento do pedestre e o relaciona com a chamada "zona de captura". Tudo isso para objetos que estejam a pelo menos 30 metros de distância.

Em seguida, as câmeras instaladas no automóvel acompanham o movimento do corpo identificado. Ao correlacionar as informações com a do radar (que fornece a distância e a velocidade), é possível analisar com mais precisão a situação. O sistema foi programado para simplesmente alertar o motorista ou até mesmo frear o carro automaticamente se não houver outra maneira de escapar do acidente.

Segundo os cientistas que participaram do desenvolvimento da tecnologia pré-colisão, ela pode funcionar inclusive à noite e nos dias de chuva. Em termos computacionais, os maiores desafios foram desenvolver um sistema robusto, capaz de acompanhar um ser humano ou uma bicicleta.

Outro desafio é evitar que a plataforma dê alarmes falsos, ou provoque a freada do carro sem necessidade. Por isso, ainda existe uma distância bem grande, afirmam os técnicos, entre a inovação tecnológica e as ruas das cidades européias.

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