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Hotspots pelo mundo chegam aos 100 mil

O ano de 2005 marcou a explosão wireless, com o número de hotspots quase duplicando - de 57 mil ao final de 2004 para 100.355 agora

IDG Now!

24/01/2006 às 14h13

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Pontos públicos de acesso por tecnologia Wi-Fi chegaram, pela primeira vez na história, aos 100 mil ao redor do mundo. Menos de um décimo, entretanto, oferece acesso gratuito à web.

Segundo a JiWire, uma empresa norte-americana que mantém um diretório sobre hotspots desde o ano de 2003, o país que mais possui pontos de acesso é os Estados Unidos, com 37.073, seguido pelo Reino Unido, com 12.668, e Coréia do Sul, com 9.415.

Os outros países que aparecem na lista são a Alemanha (8.614), Japão (5.951), França (3.886), Itália (1.767), Holanda (1.703), Canadá (1.397) e Suíça (1.295).

Já as cidades que mais possuem pontos são Seul (Coréia do Sul), com 2.056; Tóquio (Japão), com 1.802; Londres (Inglaterra), com 1.627; Paris (França), com 895; San Francisco (EUA), com 801; Daegu (Coréia do Sul), com 787; Nova York (EUA), com 643; Cingapura (Cingapura), com 619; Busan (Coréia do Sul), com 617; e Hong Kong (China), com 605.

A empresa afirma ainda que 2005 foi o ano da explosão wireless, quando o número de hotspots quase duplicou - de 57 mil no final de 2004 para 100.355 na semana passada.

Desse total, porém, apenas 8.118 são de acesso livre, enquanto os outros 92.237 cobram taxas por tempo de conexão. De acordo com David Blumfeld, vice-presidente de marketing da JiWire, as taxas diárias para uso de um hotspot partem de dois dólares para até quinze dólares em um hotel, por exemplo, enquanto uma mensalidade pode chegar a 40 dólares.

Para Blumfeld, "os 100 mil são uma marca única, que mostra o quanto o Wi-Fi se enraizou", notando que a tecnologia possui apenas quatro anos. "Ainda é muito cedo", complementou.

Os locais em que os hotspots mais estão instalados, diz a JiWire, são os hotéis (26.330) e restaurantes (19.653). Já os cafés são uma categoria separada, com 13.815, e estão praticamente empatados com lojas e shopping centers, com 13.827. Bares chegam aos 6.285, enquanto outras localidades totalizam 20.445.

Em alguns casos encontrados pela empresa, certos hotspots se tornaram tão populares que os seus donos tiveram que fechá-los. Blumfeld citou o exemplo de um café na cidade de Seattle, EUA, em que o ponto era freqüentado em sua maioria por visitantes de outros municípios e estudantes de universidade.

Segundo ele, as pessoas acabavam tão concentradas com os seus laptops que ninguém mais demonstrava vontade de socializar. "Os donos do café disseram que queriam uma comunidade mais comunicativa", diverte-se o executivo.

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