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Para não ficar no prejuízo

Notebooks e outras máquinas estão na mira dos bandidos. A saída é pôr tudo no seguro

Andreza Emília

26/01/2006 às 12h06

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Tecla quebrada - 200xVocê retorna de uma bem-sucedida viagem de negócios. Acordos fechados, clientes satisfeitos, contatos mantidos. Numa mão, a mala com objetos pessoais. Na outra, carrega seu notebook. Ao chamar um táxi, ouve um não do motorista. A explicação? Passageiros com computador portátil são visados por quadrilhas de assaltantes especializados. O exemplo extremo é real, motivado pelo crescimento no volume desse tipo de crime.

Antes de assinar o contrato
Seguros não cobrem todos
os tipos de ocorrência

O que o seguro cobre
Roubo e furto qualificado;
impacto de veículos, aeronaves
e embarcações; incêndio, raio
ou explosão e suas conseqüências

O que não cobre
Furto simples, desaparecimento
inexplicável ou simples extravio;
queda, quebra, arranhadura,
negligência e utilização inadequada

Um notebook custa aproximadamente duas vezes e meia o preço de um desktop no Brasil. Isso faz do equipamento um alvo lucrativo para os ladrões. Aeroportos e bairros comerciais são os locais preferidos das gangues. Os alvos são executivos descuidados, que carregam seus laptops muitas vezes na maleta original, facilitando a identificação pelos bandidos. Depois de roubados, os computadores são revendidos pela metade do preço. Entre janeiro e outubro deste ano, foram registrados 24 furtos de notebooks apenas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

E como evitar o prejuízo? Além de ficar atento ao transportar o equipamento e utilizar malas que disfarcem o conteúdo, vale investir em um seguro. Mas saiba que a apólice não permite que o usuário adote uma postura desatenta (veja quadro sobre coberturas). Itens como quedas, quebras, amassamentos, desaparecimentos ou esquecimentos estão fora da cobertura. Um exemplo? Se o segurado deixar o notebook no porta-malas do carro e o automóvel for roubado, fica com o prejuízo. “Muita gente esquece o computador no táxi e depois liga para ver se tem direito à indenização”, conta Paulo Kalassa, corretor da Kalassa Seguros. Para não ter uma surpresa desagradável na hora de acionar o seguro, a dica é sabatinar um corretor de confiança e sanar todas as dúvidas antes de assinar o contrato.

Em geral, para fazer seguro de notebooks, desktops ou handhelds é preciso apresentar a nota fiscal do equipamento emitida em nome do proprietário. E o produto deve ter até dois anos de fabricação. No caso de equipamentos importados, é solicitada ainda a guia do importador. Os preços variam entre 10% e 13% do valor do equipamento, dividido em quatro parcelas. Segundo Mário Bohn, diretor da RBohn Assessoria e Corretagem de Seguros, a procura pela modalidade é grande. “Como existem muitos roubos, as pessoas estão protegendo seu patrimônio. Isso fez com que o preço ficasse mais salgado. Anos atrás, o gasto para segurar um notebook era de 3% a 4%”, conta.

Apesar da demanda, são poucas as seguradoras que dispõem desse tipo de serviço. A Real Seguros e a Porto Seguro são duas delas. Para contratar os produtos da primeira, é preciso apresentar a nota fiscal emitida há, no máximo, um mês. Em caso de sinistro, o cliente é ressarcido pelo valor atual do equipamento. Pela Porto Seguro Seguros, a nota fiscal pode ser de um período inferior a dois anos. Se houver algum problema, o segurado recebe o valor de um computador igual ou similar, limitado ao valor da apólice. O preço de contratação fica em torno de 10% do valor do equipamento, mais IOF e custo da apólice. Para casos de danos elétricos, há um acréscimo de mais 1% do valor do computador. A franquia pode ser abatida se o segurado fizer uma vistoria virtual.

“Há grande procura por esse tipo de apólice. Nesta época do ano, são pessoas físicas que querem preservar o que compraram no Natal. Ao longo do ano, são empresas que querem proteger os equipamentos que ficam em poder dos funcionários”, explica Douglas Bulnder, diretor da Luma Seguros, empresa que trabalha com a Real Seguros para equipamentos novos e com a Porto Seguro para antigos.

Adílson Neri Pereira, diretor de ramos elementares da Porto Seguro, conta que a empresa tem cerca de 20 mil apólices de computador. Só em 2005, foram cinco mil equipamentos cobertos, crescimento de 30% em relação ao ano anterior. A empresa fatura 5 milhões de reais com seguros para portáteis.

Escolher muito bem com quem fechar o seguro é a melhor maneira de não se decepcionar com os serviços, segundo o diretor da Greco Seguros, Paulo Greco. “Existem os corretores e os vendedores. Os corretores vão buscar oportunidades que realmente atendem às necessidades do cliente. Já os vendedores, nem sempre. Eles querem só fechar negócio”, conta.

Selo Info center Pequenas empresasPara identificar se uma corretora é confiável, solicite a ela o número de registro na Superintendência de Seguros Privados (www.susep.gov.br) e o CNPJ. Assim, é possível verificar se a companhia atua de forma regular, se está sendo processada e se tem o seguro de responsabilidade civil, que é uma cobertura contra eventuais danos que possa causar aos clientes.

O custo da apólice

EMPRESAPREÇO*ONDE ENCONTRAR
Greco Seguros13%(11) 5072-2065
Kalassa Corretora de Seguros11%(11) 3088-7788
Luma Seguros10% (Real ); 12% a 13% (Porto Seguro) (11) 4994-5733
RBohn Assessoria e Corretagem de Seguros10%(11) 3824-0966

* Preço porcentual em relação ao valor do equipamento

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