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Brasil investe US$ 13,1 bilhões em P&D

Dados divulgados em relatório da Unesco mostram que o país mantinha 54,9 mil pessoas ligadas a pesquisa e desenvolvimento em 2002

IDG Now!

06/02/2006 às 14h38

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O Brasil investiu US$ 13,1 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no ano 2002, de acordo com o relatório Unesco Science Report 2005, divulgado na última semana.

O valor absoluto é menor do que o da Índia, mas, ao se considerar os gastos com P&D em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil passa à frente, com 1% contra 0,7%.

Outro ponto de destaque do Brasil é o investimento por pesquisador, que foi de US$ 238 mil, contra US$ 88,8 mil da China e US$ 230 mil dos Estados Unidos.

Mas o indicador retrata muito mais o baixo número de cientistas do que uma maior aplicação no setor.

Enquanto o Brasil somou 54,9 mil pessoas ligadas a P&D em 2002, segundo o relatório a China chegou aos 810,5 mil, superando o Japão (646,5 mil) e perdendo apenas para os Estados Unidos (1,261 milhão).

A América do Norte continua em primeiro lugar no mundo em investimento em P&D. A novidade é que o segundo lugar, tradicionalmente ocupado pela Europa, traz agora outro continente, a Ásia. O responsável pela mudança é a China.

Segundo o levantamento, a América do Norte responde por 37% do investimento bruto mundial em P&D. A Ásia vem em seguida, com 32%, e a Europa tem 27%.

"A questão central é se os Estados Unidos, a Europa e o Japão continuam a dominar a produção do conhecimento ou se uma situação mais equilibrada tem emergido", diz o comunicado divulgado pelo Instituto de Estatística da Unesco (UIS) no lançamento do relatório.

Parte da resposta está nos padrões de investimento. De acordo com o estudo, os gastos em P&D em relação ao total mundial caíram em cerca de 1% de 1997 a 2002 tanto na América do Norte quanto na Europa. Na Ásia, houve um crescimento de 4% no mesmo período.

O maior aumento vem da China, onde o total subiu de 4% para 9% do mundo, tendo atingido US$ 72 bilhões em 2002.

Para efeito de comparação, o total no mesmo ano foi de US$ 29 bilhões no Reino Unido, US$ 35,2 bilhões na França e US$ 56 bilhões na Alemanha.

Com isso, a China chega ao terceiro lugar mundial, atrás apenas do Japão (US$ 106,4 bilhões) e dos Estados Unidos (US$ 290 bilhões).

Agência Fapesp

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