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75% dos usuários se dizem viciados em e-mail

Pesquisa mostra também que 31% usam um dispositivo móvel para acessar e-mail, 34% verificam mensagens logo que acordam e 30% fazem a checagem antes de ir dormir

08/02/2006 às 14h51

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Quarta-feira, 8 fevereiro de 2006 - 13:14

Que o cigarro, o álcool e até o chocolate viciam não é novidade. No entanto, já há muita gente que entra em pânico quando seus e-mails estão inacessíveis. Uma pesquisa realizada pela Dynamic Markets, sob encomenda da Symantec, revelou que 75% dos entrevistados admitem estar viciados em e-mail.

A empresa de pesquisas ouviu 1,7 mil profissionais de TI responsáveis pelo sistema de e-mails em suas empresas - todas elas com 500 ou mais funcionários, de diversos setores na Europa, África e Oriente Médio - e conduziu 15 entrevistas qualitativas aprofundadas. Então dividiu os entrevistados em quatro categorias, conforme o uso que fazem do e-mail.

Cerca de 50% dos usuários afirmaram ser "disciplinados". Nesta categoria estão aqueles que, embora relaxados em relação ao e-mail, são rigorosos em relação a quando e onde usá-lo, limitando o uso ao horário de expediente e aos locais de trabalho.

Os "dependentes" somam 21% dos entrevistados. Eles verificam e-mail compulsivamente e chegam a entrar em pânico quando não conseguem acesso. De acordo com o levantamento, esses usuários são os que gastam mais tempo com e-mails - em média, 2,6 horas diárias, sendo a primeira verificação antes das 9h.

Enquanto isso, 6% são bombardeados por e-mails e encontram dificuldades para lidar com isso. Muitos e-mails ficam por ser lidos, e esses usuários temem o momento de se conectar. São os "sobrecarregados". Por outro lado, 10% dos usuários ouvidos se enquadram na categoria de "fóbicos" - são os que usam somente as funcionalidades mais básicas de um computador e preferem a comunicação verbal.

Mudança no expediente
Segundo a Dynamic Markets, aparentemente o e-mail aumentou o horário de trabalho do executivo médio. O estudo dá conta que 54% do total de funcionários verificam suas caixas de e-mail pela primeira vez no dia antes das 9h (alguns já às 6h), e a maioria faz a última verificação diária perto das 17h. Alguns, porém, cheguam a verificar suas caixas postais à meia-noite. 

O advento do e-mail remoto também parece ter impactado o dia-a-dia do profissional. Segundo a pesquisa, 31% dos entrevistados usam um dispositivo móvel para acessar e-mail, sendo que 34% deles verificam suas mensagens logo que acordam, pela manhã, e 30% fazem a checagem dos e-mails antes de ir deitar, à noite. Outro dado é que 72% dos usuários vêem e-mail fora do escritório em situações não-relacionadas a trabalho, sendo que 40% desses o fizeram durante as férias e 38% durante licença médica.  

Lindsey Armstrong, vice-presidente sênior da Symantec Corporation na região da Europa, África e Oriente Médio, se preocupa com o fato de quase 40% da amostra ter uma abordagem pouco saudável em relação ao e-mail. "Ele pode nos oferecer grandes benefícios e auxiliar nossa vida no trabalho, mas é preciso observar o modo como o utilizamos e a freqüência com que o acessamos", diz o executivo. Para ele, o e-mail não deve ser um obstáculo ao trabalho. "Os funcionários precisam de autodisciplina para gerenciar seus e-mails da maneira mais eficaz possível." De fato, 75% dos usuários acreditam que é sua responsabilidade, e não de seus empregadores, manter o uso de e-mail sob controle.

A pesquisa também identificou algumas atitudes muito positivas em relação às mensagens eletrônicas. Para 43% dos usuários de acesso remoto essa facilidade os torna mais eficientes. Além disso, embora 27% dos entrevistados afirmaram que verificar e-mail fora do horário aumenta o estresse, uma porção significativa dele (23%) diz o contrário.

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