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Hackers islâmicos atacam sites dinamarqueses

Na onda de reações contra as charges ofensivas ao profeta Maomé, muçulmanos de todo o mundo já invadiram 800 sites da Dinamarca

IDG Now!

08/02/2006 às 10h42

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O furor contra a publicação de charges ofensivas a Maomé por um jornal dinamarquês está se repercutindo na internet, onde hackers derrubaram e vandalizaram centenas de páginas da Dinamarca ao longo da última semana, de acordo com um site que monitora ataques digitais.

Cerca de 800 sites dinamarqueses foram hackeados desde o final de janeiro, quando a reação às charges começou a receber a atenção da mídia mundial, disse Roberto Preatoni, fundador do Zone-h.org Web (http://www.zone-h.org/en/index).

Na terça-feira (07/02), aproximadamente 200 sites da Dinamarca foram invadidos, com muitos exibindo a mensagem "em suporte à guerra islâmica na internet", disse Preatoni.

Cinco em cada dez sites dinamarqueses são hackeados diariamente, segundo o analista.

As mesagens - em inglês - dizem "nunca falem sobre o nosso profeta" e "deixe o povo muçulmano viver em paz".

Muitos dos hackers deixam mensagens de ódio, mas, segundo Preatoni, há exceções.

"Em alguns casos, vimos pessoas inteligentes e educadas que invadiram os sites e postaram mensagens polidas, explicando o que pensavam".

As 12 charges, originalmente publicadas em 30 de setembro pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, ofenderam muçulmanos em todo mundo e geraram ataques e protestos em diversos locais, incluindo as embaixadas da Dinamarca em Tehran, Beirute e Damasco.

Preatoni estima que outrso 700 sites não-dinamarqueses foram hackeados por ligação com as charges.

O site Zone-h.org Web possui cerca de 10 anos de dados sobre sites hackeados, grande parte enviada pelos próprios autores das invasões para justificar as motivações dos ataques.

Outras ondas de protestos hacker foram registradas no passado, por exemplo quando a China derrubou um avião espião dos Estados Unidos em 2001.

Depois da invasão norte-americana ao Iraque também houve protestos em massa da comunidade islâmica na internet, disse Preatoni.

A reação contra a Dinamarca, contudo, foi a campeã de invasões em tão pouco tempo, segundo ele.

"Independente de sua localização no mundo, os hackers islâmicos estão protestando contra a Dinamarca", disse ele.

Um site dinamarquês que, aparentemente, ainda não foi invadido é justamente o do Jyllands-Posten.

Foi alvo de inúmeras tentativas de ataques de negação de serviço, mas permaneceu em operação, segundo Mikko Hypponen, diretor de pesquisas em antivírus da F-Secure.

"Fora isso, não sei de nenhum ataque bem-sucedido", disse ele. "Ele não foi vandalizado".

Robert McMillan, IDG News Service

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