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Computador para Todos começa a decolar

Americanas e grupo Pão de Açucar se credenciam para financiamento do BNDES e Novadata projeta vendas de 100 mil PCs populares em 2006

Daniela Moreira

09/02/2006 às 17h58

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Com todas as indefinições que cercaram o programa Computador para Todos no ano passado, parece que a iniciativa de inclusão digital do governo deve decolar mesmo em 2006.

Nesta semana, duas redes de varejo de peso - Americanas e Extra (do grupo Pão de Açúcar) - confirmaram ter se credenciado junto ao BNDES para acessar a linha de crédito voltada ao financiamento do PC popular para seus clientes.

Na próxima semana, o Extra já deve passar a oferecer os PCs financiados pela linha do BNDES e a previsão da Americanas é de começar as vendas vinte dias após a formalização do cadastro.

Com a liberação do crédito a varejistas de capital estrangeiro, formalizada na última semana, novas redes podem aderir ao financiamento do BNDES nas próximas semanas.

Preparada para a demanda, a Novadata, que fornecerá os computadores para a rede Extra, já produziu um primeiro lote de 12 mil computadores dentro do programa e pretende atingir a marca de 100 mil unidades vendidas até o final do ano, segundo Ricardo do Carmo, diretor comercial da companhia.

O volume representará um crescimento de mais de 250% sobre as vendas de computadores populares da Novadata para o setor privado em 2005, que foram da ordem de 39 mil unidades.

Os números correspondem ao ano todo e, portanto, não são estritamente ligados ao programa Computador para Todos - que só foi aprovado no segundo semestre. "Acompanhamos toda a discussão em torno do tema e, desde o início do ano, começamos a oferecer computadores na faixa de preço sugerida pelo governo, apesar dos benefícios fiscais e de financiamento só terem sido aprovados no final do ano", explica Carmo.

Impulsionadas pela iniciativa dos computadores populares, mas também favorecidas pelo dólar baixo e pelo reforço no combate à pirataria, as vendas de computadores da Novadata para a área privada - que corresponde a 35% do negócio da companhia, com os 65% restantes ficando com governo - movimentaram 90 milhões de reais em 2005, um crescimento anual de mais de 15%.

As vendas de notebooks - que também tiveram o preço favorecido pela desoneração de PIS/Cofins para modelos de até 3 mil reais - devem duplicar neste ano, saltando das 7,8 mil unidades vendidas em 2005 para 15 mil unidades.

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