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Crescem suicídios ligados à internet no Japão

Polícia registrou, em 2005, 91 mortes em conjunto articuladas pela web; no ano anterior, foram 55 suicídios combinados pela rede

Martyn Williams, IDG News Service

09/02/2006 às 10h35

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O número de pessoas que morreram no Japão em casos de suicídio relacionados à internet atingiu o recorde de 91 em 2005, segundo a Agência Nacional de Polícia do país.

A agência contou um total de 34 casos em que pessoas se conheceram pela internet - em geral por meio de sites ligados ao tema - e depois de suicidaram.

Em 2004, foram 19 casos que resultaram em 55 mortes, segundo a polícia.

O Japão tem uma das maiores taxas de suicídio do mundo. Em 2004, 32.325 pessoas se mataram - uma média de 89 pessoas por dia, segundo a polícia.

Mais de dos terços eram homens e grande parte desempregados.

Uma recessão econômica e o subseqüente colapso ou reestruturação de muitas companhias abalou o famoso sistema de empregos do país e deixou muitos homens de meia idade desempregados pela primeira vez em suas vidas e incapazes de se recolocarem.

Embora os suicídios ligados à internet sejam apenas uma fração deste total, eles vêm crescendo com rapidez.

Os casos, em geral, envolvem duas ou mais pessoas que se encontram em um site voltado a possibilitar encontros entre pessoas com o ímpeto suicida.

Essas pessoas se encontram, dirigem até um local deserto e se intoxicam com carvão vegetal queimado, morrendo envenenados por monóxido de carbono.

O índice de suicídios ligados à internet em 2005 foi mais maior nos três primeiros meses do ano, quando ocorreram vários casos de destaque.

Em 3 de março, três homens e uma mulher com idades entre 21 e 35 anos foram encontrados mortos em um carro em Nikko, na província de Tochi.

No dia seguinte, dois homens e uma adolescente apareceram mortos em outro carro em Ninomya, na mesma província.

Em ambos os casos, a polícia achou vestígios de carvão vegetal queimado.

No mesmo dia 4 de março, quarto homens e uma mulher foram encontrados mortos em um carro estacionado na província de Shiga, de novo com carvão queimado no carro.

O número crescente de casos, que no primeiro trimestre foi praticamente o mesmo que em todo ano de 2004, levou a polícia a solicitar aos provedores que revelassem os dados daqueles em perigo de suicídio.

A indústria começou a cooperar com a polícia na segunda metade de 2005 e isso foi citado como razão para a diminuição no número de mortes, mesmo em comparação com o ano anterior.

Nos ultimos três meses de 2005, a polícia registrou 11 suicídios ligados a cinco casos, enquanto no mesmo período de 2004 foram registrados 36 mortes ligadas a 11 episódios.

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