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Guerra civil online

O número de ameaças online não pára de crescer, mas você não precisa deixar de navegar pela web para se defender. Saiba como neste especial

24/02/2006 às 17h29

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A explosão dos ataques online está longe de esfriar e parece haver cada vez menor lugar para correr.

De acordo com a consultoria Sophos, o ano passado teve um aumento de 48% na atividade dos chamados malwares, que englobam toda gama de praga virtual.

Foram mais de 114 mil diferentes códigos maliciosos em circulação prontos para apagar seu disco rígido, roubar senhas de banco ou fuçar em suas informações pessoais a partir de e-mails infectados ou sites preparados por hackers.

Destaques no grupo, os cavalos-de-tróia e bots sofreram aumento de 42% e 26%, respectivamente, nos registros da empresa Panda Software.

Se você imagina estar resguardado por seu sistema operacional, procure proteções extras. Apenas em 2005, foram encontradas 5.198 diferentes vulnerabilidades em sistemas operacionais, como Windows, Mac OS X e Unix/Linux, nem todas devidamente corrigidas, segundo o Computer Emergency Readiness Team (Cert), dos Estados Unidos.

O ano de 2005 também demonstrou o por quê de tamanho furor acerca dos phishings: o número de sites que hospedam a praga pulou de 1.707 no final de 2004 para 7.197 no mesmo período do ano passado, crescimento de 321%.

Engana-se também quem imagina que o problema é só lá fora. Em terras nacionais, as notificações de fraudes online cresceram quase 600% em 2005, segundo dados do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), atingindo 27 mil incidentes.

Mesmo softwares e equipamentos sem nenhuma relação com vírus começaram a se apresentar como potenciais canais de riscos. O número de pragas para celulares, segundo a F-Secure, já atingia 87, em setembro de 2004.

Os consoles portáteis Nintendo DS e Playstation Portable ganharam, em 2005, seus primeiros vírus - caso sejam infectados, ambos se tornam inúteis.

No começo de dezembro, foi a vez dos comunicadores instantâneos terem pragas mais elaboradas. O M.Myspace04.AIM até conversava com a vítima, esclarecendo que o arquivo transferido não era um vírus.

Com tantas pragas, hackers, ataques e ações maliciosas online atualmente, navegar pela Web hoje sem o mínimo de cuidado é o mesmo que dançar em um campo minado.

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