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Google quer ser empresa de US$ 100 bilhões

Empresa já atingiu o valor em ações, mas o CEO Eric Schmidt deu a entender que a ambiciosa meta pode ser referente a receita

03/03/2006 às 10h57

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Os principais executivos do Google levaram uma mensagem bastante simples - porém ousada - aos analistas de Wall Street, na quinta-feira (02/03): o céu é o limite para o crescimento da receita da companhia, a longo prazo.

O presidente do conselho e chief executive officer (CEO ) da companhia Eric Schmidt afirmou durante um evento voltado aos analistas de mercado que a ambição do Google é tornar-se uma empresa de 100 bilhões de dólares, reportaram agências internacionais.

Embora o CEO não tenha deixado claro se a cifra corresponderia a faturamento ou valor de mercado, a capitalização do Google em ações já supera 111,5 bilhões de dólares, portanto a afirmação soa como uma referência ao faturamento.

Isto significa que o Google tem uma árdua jornada pela frente, já que a companhia encerrou 2005 com uma receita de 6,14 bilhões de dólares.

O esforço de Schmidt soa como uma resposta a comentários feitos há dois dias atrás pelo chief financial officer (CFO) George Reyes, durante outra conferência, que derrubaram as ações do Google. O executivo afirmou, na ocasião, que as taxas de crescimento da empresa estavam caindo a cada trimestre e que era necessário encontrar novas formas de gerar receita.

No mesmo dia, o Google publicou uma declaração esclarecendo os comentários de Reyes, que dizia que "melhorias monetárias continuarão a ser um fator chave para gerar receitas futuras. Vemos oportunidades significativas para ampliar a capitalização e pretendemos continuar a focar nesta área".

O Google afirmou ainda que, de fato, as taxas de crescimento diminuíram, "como resultado da dificuldade de manter as taxas de crescimento em base percentual à medida que as receitas atingem patamares superiores".

Durante o encontro com os analistas, Schmidt destacou algumas áreas em que a companhia tem grande espaço para crescer, a longo prazo, como anúncios impressos e para áudio e vídeo, além do mundo online, que responde por menos de 4% do total gasto em publicidade nos Estados Unidos, segundo o Interactive Advertising Bureau (IAB).

No mundo virtual, os anuncios ligados ao serviço de localização geográfica, Google Local, são a aposta da companhia.

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