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Web 2.0? Vamos consertar os erros da Web 1.0 antes!

Mesmo na nova rede, velhos problemas estão por toda parte

Stephen Manes

08/03/2006 às 16h30

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Mesmo na nova rede, velhos problemas estão por toda parte

Web 2.0 é uma idéia promissora. Mas, para provar seu brilho, eu quero ver a “nova” web fornecer correções para o que a Web 1.0 faz de errado. Estou cansado de sites ineficazes que me obrigam a usar algum padrão particular e arbitrário. Agora que os programadores podem recorrer à mágica poderosa e de efeito rápido para criar sites mais interativos, veremos como usarão técnicas novas ou antigas para resolver problemas que existem desde os primórdios da web. Em 2006, os sites bem comportados devem:

FUNCIONAR AO NOSSO MODO. A pior coisa da web é um formulário que somente suporta dados se você digitá-los exatamente como ele quer. Cole um número de conta oficial com dois hífens no campo apropriado do Exhibit A, o site da FedEx, e você receberá uma mensagem de erro. Por alguma razão, os programadores da FedEx continuam alheios ao fato de que esses hífens estão por toda parte na FedExlândia, exceto em seus domínios, e insistem que você digite números de conta com nove dígitos consecutivos.

Você sabe de que modo os responsáveis por falhas como esta provavelmente vão usar a Web 2.0: no instante em que você digitar um caractere proibido, o site exibirá uma mensagem dizendo que sua entrada é inaceitável sem explicar o motivo. A maneira certa de lidar com isso é usar conhecimento de programação para tirar os hífens nos bastidores.  Obrigar os usuários a fazer a formatação em vez de escrever código para lidar com ela é preguiça pura.

PERMITIR A NAVEGAÇÃO. Sinto muito, mas, depois que retorno a um formulário pelo botão Voltar, quero ver aquilo que digitei. Não quero ver a página em branco ou revertida para algum estado padrão. E não me diga para não usar o botão Voltar. Faça-o funcionar.  AJUDAR-NOS. O conceito de ajuda que surge quando você precisa existe desde o WordStar e ainda vale a pena. Digamos que você passe muito tempo em uma página web. Um pequeno balão poderia surgir oferecendo ajuda.  Mas a técnica só faz sentido se aprimorar os bons sites em vez de encobrir os ruins.

FAZER MAIS POR NÓS. O Google nos cutuca com um gentil lembrete quando acha que digitamos erroneamente um termo de busca.  Mas alguns sites de viagem ficam atarantados quando cometemos um pequeno erro ao fornecer o código de um aeroporto. Desculpe-me, mas se oferecer para pesquisar o mundo inteiro não é o próximo passo lógico.  Muitas das correções de que mais precisamos — como a capacidade de ver o valor do frete antes de chegar ao fim de uma transação — são questões de design inteligente, não de tecnologia nova. Ainda assim, com a tecnologia mais sofisticada à disposição, os web designers têm menos desculpas do que nunca de criar páginas que geram aborrecimento em vez de prazer.

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