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Brasil adotará padrão japonês de TV Digital, diz jornal

Além das questões técnicas, decisão do governo pelo padrão ISDB envolveu questões políticas, como relação com canais de TV

Redação IDG Now!

08/03/2006 às 11h55

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Além das questões técnicas, decisão do governo pelo padrão ISDB envolveu questões políticas, como relação com canais de TV.

O presidente Lula já teria decidido por adotar o padrão japonês (ISDB) como padrão para as transmissões de TV Digital no Brasil, de acordo com notícia publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de São Paulo.

Fontes do mercado consultadas pelo IDG Now! afirmam que a decisão há havia sido tomada há 15 dias, em uma reunião no Palácio dos Ministérios que envolveu a Casa Civil, os 11 Ministérios envolvidos na questão e broadcasters (redes de TV). O ministro das Comunicações Hélio Costa revelou na segunda-feira que anunciaria o novo padrão até o final de semana.

Segundo o relato da Folha, Lula teria visto no formato ISDB o melhor balanço entre qualidade técnica e boas condições para a implementação no Brasil. Um grupo de investidores japonês teria prometido investimento na ordem de 2 bilhões de dólares no país para facilitar a implementação do padrão.

O dinheiro seria gasto na fabricação de semicondutores e televisores de plasma. O consórcio japonês também teria agradado Lula por sugerir uma transição mais lenta entre o padrão analógico para o digital que  os dois padrões concorrentes, o europeu (DVB) e o americano (ATSC).

A medida resultará em custos menores para a população, que terá maior tempo hábil para comprar um televisor preparado para o sistema ou um conversor para o padrão (conhecido como set-up box).

Pesou também para Lula a decisão ser tomada em ano eleitoral. A Folha afirma que o presidente achou não ser inteligente contrariar os interesses de empresas de comunicação em massa no ano em que tenta a reeleição. "Evidente que houve um peso político. É um ano bastante delicado" avalia a fonte da Esplanada.

O padrão ISDB era o preferido por redes de TV como Globo e Bandeirantes, mas, na hora da decisão, "houve um consenso entre todas as outras".

Ainda na terça-feira, o fundador do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) Sílvio Meira afirmou em seu blog que tinha ouvido de fontes seguras durante a Telexpo 2006 que o governo já havia escolhido pelo padrão ISDB com compressão no formato MPEG4.

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