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Operadoras dos EUA tiram Motorola Razr das prateleiras por defeito

T-Mobile e Cingular Wireless tiram modelo das lojas devido a falha que faz com que aparelho derrube ligações

13/03/2006 às 11h09

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A T-Mobile e a Cingular Wireless, operadoras móveis dos Estados Unidos, suspenderam as vendas do celular Razr, da Motorola, por conta de uma falha que faz com que o modelo ultrafino derrube ligações.
O problema afeta um número limitado de aparelhos vendidos para redes GSM (Global System for Mobile Communications) nas últimas quatro semanas, disse Alan Buddendeck, porta-voz da Motorola, acrescentando que somente a T-Mobile e a Cingular suspenderam as vendas.

“Um aparelho com esta falha podem desconectar ligações, se desligar automaticamente e reiniciar”, afirmou o executivo.

A Motorola não revela qual componente do Razr é responsável pelo problema nem quais modelos específicos da linha são afetados por ele.

A fabricante e as duas operadoras tomaram a medidas para assegurar que usuários afetados pelo problema possam trocar os aparelhos defeituosos, segundo Buddendeck.

As duas operadoras suspenderam as vendas dos telefones no início da semana para que a Motorola pudesse fazer um inventário dos estoques e convocar o recall dos produtos defeituosos, processo que deve ser concluído em breve, de acordo com Buddendeck.

“Ao longo da próxima semana esperamos que tudo volte ao normal quanto à disponibilidade”, afirmou o executivo.

A T-Mobile começou a tirar o Razr V3 das prateleiras na quarta-feira (08/03), segundo o porta-voz da operadora Peter Dobrow.

“Havia um componente defeituoso em um número limitado de aparelhos entregues pela Motorola em fevereiro”, afirmou. “Como não podiam determinar para o varejo quais eram as unidades com problema, para o bem dos nossos clientes tiramos todos das prateleiras”, acrescentou.

A Motorola não espera impacto financeiro em função do recall, assegurou Buddendeck.

Os modelos Razr vendidos no Brasil são produzidos na fábrica brasileira da companhia, portanto o lote defeituoso não foi importado para o País. Procurada pela reportagem do IDG Now!, a companhia ainda não confirmou se os clientes brasileiros estão de fato isentos do problema.

*Robert McMillan é editor do IDG News Service, em São Francisco.

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