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Microsoft amplia patentes e vai cobrar por novas tecnologias do mouse

MS aposta no licenciamento de propriedade intelectual e inclui tecnologias para mouse na lista de produtos taxados à terceiros

Por Elizabeth Montalbano, para o IDG Now!*

29/03/2006 às 14h44

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Em um esforço contínuo em gerar receitas através do licenciamento de tecnologia, a Microsoft está patenteando alguns dispositivos para mouse que deverá resultar em um custo a mais no bolso de fabricantes.

A empresa licenciará as tecnologias Tilt Wheel, U2 e Magnifier. Esta é a primeira vez que a companhia licencia patentes para tecnologia hardware.

O Tilt Wheel trata-se de uma espécie de "mini-volante" presente em alguns mouses que permite fazer não somente scroll para cima e para baixo como também na horizontal.

Já a tecnologia U2 permite ao mouse, ou mesmo a outros aparelhos, ser reconhecido por um computador mesmo se a porta usada para a conexão não seja à padrão do periférico. Por exemplo, se um aparelho com saída USB (Universal Serial Bus) faz uso de uma entrada OS/2 através de um adaptador, o sistema U2 permite que o periférico trabalhe naturalmente sem a necessidade de um software extra na máquina onde o produto estiver acoplado.

Já o Magnifier é uma tecnologia que permite ao cursor fazer zooms e ampliar rapidamente partes da tela com apenas um clique.

Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios da Microsoft, David Kaefer, a partir de agora, todas as empresas que fizerem uso das tecnologias Tilt Wheel e U2 deverão pagar tarifas de 0,30 e 0,35 centavos de dólares respectivamente por unidade. A empresa ainda não decidiu o preço para o sistema Magnifier, mas o valor não deverá ser muito diferente dos já apresentados.

A cobrança de taxas de terceiros sobre tecnologias patenteadas já há alguns anos faz parte das práticas da Microsoft. Em 2003, a empresa contratou Marshall Phelps para liderar seu grupo de licenciamento de proprieda de intelectual. Phelps é a cabeça por trás do sucesso do programa de patentes e licenciamento da IBM.

A IBM foi a empresa que mais acumulou patentes em todo o mundo durante 13 anos seguidos. Segundo relatório de faturamento de 2005, a companhia recebeu 367 milhões de dólares em royalties oriundos das taxas de licenciamento e outros 236 milhões advindos da venda ou transferência de propiedade intelectual.

Para o analista Rob Enderle, do Enderle Group, a Microsoft não está interessada somente no dinheiro oriundo das taxas. A empresa também estaria de olho no uso dessas tecnologias em outros produtos no futuro.

“A Microsoft aprendeu ao longo do tempo que as receitas com licenciamento não representa nenhum risco associado. E o mais importante, se o que você licencia é largamente utilizado, é fácil saber o que será oferecido com sua tecnologia no futuro”, explica Enderle.

*Elizabeth Montalbano, é editora do IDG News Service, em São Francisco.

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