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Disco holográfico com 300 GB pode chegar ao mercado em 2006

Empresa InPhase anuncia que modelo de maior capacidade do mercado a usar a tecnologia chegará até o final do ano

Por Chris Mellor, para o IDG Now!*

29/03/2006 às 11h27

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O desenvolvedor de dispositivos para armazenamento holográfico InPhase anunciou que deverá colocar nas lojas até o final do ano seu primeiro disco holográfico, com 300 GB, até o final do ano. A empresa já conseguiu armazenar dados em um dispositivo que guarda 200 GB por polegada quadrada.

O atual disco Plasmon UDO pode armazenar 30 GB de informações, dez vezes menos que o dispositivo anunciado. Um esperado produto de segunda geração armazenará 60 GB, ainda longe do equipamento prometido pela InPhase.

A alta capacidade é alcançada ao "acumular" dados na profundidade do material de gravação do disco. O armazenamento holográfico grava dados por todo o volume do dispositivo, não apenas em sua superfície.

Um pacote de com aproximadamente um milhões de bits é gravado em apenas uma exposição do laser. Cada pacote de dados é alocado em uma única posição dentro do material e centenas de espaços com informações, cada uma com sua localização específica, são registradas no mesmo eixo de outros dados. Para entender melhor o processo, pense em alguém entrando em cada piso de um prédio bastante alto - um piso seria uma localização.

A InPhase desenvolveu uma tecnologia que consegue gravar com lasers melhores menores pacotes de dados no disco. O método também melhor a taxa de transferência, atualmente em 27 MB por segundo, contra os 20 MB anteriores.

Com o anúncio da nova tecnologia, a InPhase acena para uma estréia ainda em 2006 do disco e drive holográfico. Nenhuma outra tecnologia óptica se aproxima a essa e o armazenamento holográfico poderá se tornar uma alternativa viável às fitas para armazenamento corporativo.

A capacidade do sistema é tão grande que clientes do mercado de transmissão de mídia serão o foco primário das desenvolvedoras.  A velocidade de transferência e o custo da mídia, porém, determinarão se a tecnologia emplacará no mercado ou não.

*Chris Mellor é repórter do TechWorld, em Londres

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