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Brasil fica abaixo da média em índice de convergência

Depois de perder 7 posições no Fórum Econômico Mundial, Brasil fica com 5,13 pontos pelo Índice Brasil de Convergência Digital

Por Daniela Braun, editora do IDG Now!

30/03/2006 às 18h16

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Além de perder seis posições no ranking do Fórum Econômico Mundial, que indica o impacto das tecnologias da informação no desenvolvimento dos países, divulgado nesta quarta-feira (09/03), o Brasil ficou abaixo da média em termos de convergência, revela  o Índice Brasil de Convergência Digital (IBCD), que mede o grau de desenvolvimento da convergência digital no País

Segundo o segundo o IBCD atualizado este mês, o Brasil ficou com a média ponderada de 5,13 pontos, mas a nota desejada em 2010 seria de 7,64, que corresponde ao grau de maturidade para a Economia Digital de Países como Espanha, França e Coréia do Sul, avaliados pelo ranking e-readiness da revista The Economist.

O ranking e-readiness mede o quanto os países estão preparados para a Economia Digital em uma escala de até dez pontos, avaliando 100 critérios em seis categorias, que envolvem a cadeia produtiva da convergência digital, bem como ambiente institucional, políticas para legislação, aspectos social e cultural. Na mais recente avaliação do e-readiness, divulgada em junho de 2005, o Brasil ficou com 5,07 pontos.

O IBCD, que é medido desde agosto de 2005, teve sua versão anterior realizada em dezembro. Na avaliação de março, o estudo considerou 67 critérios, 29 indicadores e dez dimensões, incluindo conectividade, telecomunicações, hardware, software, mídia e comércio eletrônico.

"O incide do Fórum Econômico mostra uma visão de fora do Brasil. O nosso mostra uma visão interna do País", compara Stan Braz, presidente executivo do IBCD, instituto formado em 2004 tem como associados as empresas Intel, Unisys, IBM, Microsiga, Sun Microsystems, CPM, Brasil Telecom e EDS, bem como as instituições C.E.S.A.R, Unicamp, Unesp e UFPE.

Embora o País registre acesso de 70% da população à telefonia, de 91% à TV e de 88% ao rádio, crescimento do acesso rápido e do comércio eletrônico, o relatório mostra que a penetração de banda larga (3,46 milhões de conexões segundo a IDC) é uma das mais baixas da América Latina, e que as tarifas de serviços de telefonia ainda são altas.

Outro entrave para a pontuação do Brasil, se refere à formação profissional em Tecnologia da Informação (TI). Apesar de ter um grau elevado de profissionais qualificados, especialmente em grandes empresas, o Brasil tem uma defasagem anual de 20 mil profissionais com formação adequada para atender as demandas do mercado.

O índice de formação, segundo o relatório, também interfere na produção de softwares e serviços para o mercado externo (offshore), onde o Brasil ainda apresenta baixa competitividade com Índia e China.

Para que o Brasil melhore seu boletim de convergência digital, o IBCD faz recomendações como a elevação do índice de domicílios com acesso rápido à internet dos atuais 13,4% para 27,4%, inclusão digital de 60% da população - hoje a média é de 25% -, investimento de 2% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento e de 3,5% em educação, bem como acesso à internet em 90% das escolas públicas de ensino médio e fundamental.

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