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Mercado formal de PCs bate ilegal pela 1ª vez em fevereiro

Combate ao contrabando e preços competitivos no varejo formal aumentam produção, empregos e arrecadação de impostos, diz IT Data

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

31/03/2006 às 18h16

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O mercado de PCs atingiu um marco histórico no mês de fevereiro de 2006, de acordo com dados da consultoria IT Data.

Pela primeira vez, o mercado legal superou as vendas do mercado cinza, que fechou fevereiro com uma participação de 49,8%, contra 70% no mesmo mês de 2004.

“É um numero para se comemorar. O combate ao contrabando está surtindo efeito, o varejo conseguiu oferecer um preço competitivo na ponta e o consumidor está fazendo sua primeira compra no mercado formal”, analisa Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da IT Data Consultoria.

De acordo com os números da consultoria, o mercado de fevereiro teve produção recorde de computadores para o mês, totalizando 540 mil unidades.

As vendas, em fevereiro, ficaram entre 520 mil e 550 mil máquinas, pois, segundo Rodrigues, há uma margem mínima, para cima ou para baixo, entre produção e comercialização.

“Esta mudança beneficia toda a cadeia. Os fabricantes de componentes instalados no Brasil estão desfrutando das vantagens”, aponta Rodrigues.

Segundo o diretor, a Ecimex, tradicional fabricante de gabinetes, contratou novos funcionários e mudou sua unidade fabril para atender o aumento na demanda.

A Smart Modular inaugurou támbém uma fábrica de memórias no mês passado em Atibaia/SP, para atender ao crescimento do mercado oficial e de exportação. E a Samsung, que fabrica HDs no Brasil, vem aumentando suas vendas mês a mês.

“O governo está arrecadando mais impostos do que se mantivesse o PIS/Cofins. Além disso, aumentam os empregos formais”, destaca Rodrigues.

O analista acredita que o mercado cinza pode retrair ainda mais até o final de 2006. “As perspectivas são muito boas”, conclui.

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