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Intel e Samsung reduzem escala de produção de memórias flash

Empresas adotam processos de produção de 65 e 70 nanômetros, respectivamente, para produção de chips de memória flash

Por Ben Ames e Martyn Williams, para o IDG Now!*

05/04/2006 às 11h13

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Dois dos principais fabricantes – Intel e Samsung – anunciaram nesta terça-feira (04/03) que estão reduzindo a escala do processo de produção dos chips de memória flash de 90 nanômetros – padrão mais amplamente utilizado pelo mercado hoje – para 65 e 70 nanômetros, respectivamente.

A mudança no processo permite produzir dispositivos que armazenam um volume maior de dados com tamanhos e preços menores.

A Samsung afirma ter iniciado a produção em massa de memórias flash NAND de 1Gbit, batizadas de OneNAND, a partir do processo de 70 nanômetros. Segundo a fabricante, a técnica é 70% mais eficiente que a de 90 nanômetros – portanto pode viabilizar uma redução de preços – e permite produzir chips 60% mais rápidos que a geração anterior, capazes de atingir até 108MB por segundo por segundo na leitura de dados.

Os chips OneNAND combinam recursos de leitura rápida das memórias flash NOR com a alta capacidade de armazenamento da tecnologia NAND, de acordo com a fabricante. A companhia espera que as vendas de chips OneNAND atinjam 1 bilhão de dólares em 2008 e ultrapassem 1,5 bilhões de dólares dois anos depois.

Já a Intel planeja migrar para o processo de produção 65 nanômetros de memórias flash NOR de 1 Gbit até o final do ano, entregando as primeiras unidades aos parceiros OEM a partir do quarto trimestre.
Se cumprir o prazo, a Intel vai lançar o Capulet – apelido do novo chip – apenas 12 meses após ter introduzido o seu precursor produzido em 90 nanômetros, o Intel StrataFlash Cellular Memory.

O produto permitia armazenar 256 Mbit ou 512 Mbit em um único modulo, ou 1 Gbit com dois módulos combinados. Com o novo processo, será possível produzir módulos únicos com 1Gbit, permitindo armazenar mais dados em menos espaço.

Por apresentar maior velocidade de acesso aos dados, as memórias NOR são tipicamente usadas em dispositivos de códigos, enquanto as memórias NAND – com maior capacidade de armazenamento – prevaleciam em dispositivos móveis, PDAs e MP3 players. Mas isso vem mudando, na medida em que as memórias NOR conseguem atingir maiores densidades.

*Ben Ames e Martyn Williams são editores do IDG News Service, em Boston e Tóquio, respectivamente.

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