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IDG reúne executivos para discutir outsourcing de tecnologia

Outsourcing vai além da contratação de um terceiro e envolve também o gerenciamento contínuo da TI, debateu evento do IDG

Por Fernanda K. Ângelo, repórter do Computerworld

12/04/2006 às 16h08

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O segundo seminário da série Best Practices, do IDG Brasil, reúne cerca de cem altos executivos de tecnologia da informação (TI) para discutir e trocar experiências sobre a terceirização de processos na área de tecnologia de suas empresas.

Realizado nesta quarta-feira (12/11), em São Paulo, o evento foi aberto por Reginaldo Mobrizi, gerente de TI da Rossi Residencial. O executivo esmiuçou aos seus pares toda a evolução, tropeços e maturidade da estratégia de terceirização de TI adotada pela incorporadora de imóveis.

Sua apresentação despertou o interesse dos expectadores, que expuseram inúmeras dúvidas e curiosidades relacionadas desde a barreira cultural enfrentada ao propor o outsourcing em uma empresa familiar até a redução de custo implicada na estratégia. Mobrizi revelou que a Rossi Residencial reduziu em 1,2 milhão de reais os investimentos em TI nos cinco anos em que trabalha em parceria com a DH&C.

Na seqüência, Maurício Monteiro, analista sênior de mercado para serviços de TI da IDC, deu dicas para os que têm planos de terceirizar atividades em suas empresas. “Outsourcing não é a pura contratação de um terceiro para executar um serviço, mas envolve também o processo de gerenciamento contínuo dos ambientes de TI.” Assim Monteiro iniciou sua palestra no Best Practices de Outsourcing.

De acordo com o analista, ao avaliar a viabilidade de uma terceirização, é necessário considerar aspectos táticos, como a redução de custos envolvida, a transformação do custo fixo em custo variável e a conseqüente maior disponibilidade de capital. No entanto, o analista alerta que os aspectos estratégicos são ainda mais relevantes.

Entre eles estão o preparo para a transformação da empresa, sua capacidade de adaptação a novas condições de mercado, a melhoria do nível de serviço e o quanto o foco será mantido no “core business” da companhia.

A exemplo do que colocou Mobrizi, Monteiro mencionou a análise de casos de sucesso e condições de negociações e contratação flexíveis no momento de escolher o parceiro de outsourcing. “As mudanças precisam poder acontecer conforme surgem novas necessidades”, destaca o executivo da Rossi Residencial.

Mencionando uma pesquisa recente da IDC, realizada com 832 empresas no Brasil, o analista afirma que ainda é muito baixo o nível de terceirização no País. O estudo revela que apenas pouco mais de 20% das companhias terceirizam o gerenciamento de sua infra-estrutura.

“Considerando que este é o processo de mais fácil terceirização, fica claro que existe uma oportunidade imensa para os fornecedores de outsourcing”, resume Monteiro.

O Best Practices de Outsourcing acontece até o fim desta quarta-feira (12/11). Os executivos presentes ao evento ainda participarão de discussões a respeito das facilidades e dificuldades para a construção de um centro de serviços compartilhados (CSC). Jane Ricci Noronha, gerente de TI do CSC do Grupo Camargo Corrêa contará sua experiência à frente do centro.

O CIO da Suzano Papel e Celulose compartilhará durante o evento a sua experiência com terceirização de rede de telecom. Casos de outsourcing de TI, de infra-estrutura, de impressão e de gestão de TI também serão contados por Ney Santos, CIO do Grupo Pão de Açúcar, Sérgio Luiz Ferreira de Oliveira, diretor de sistemas e processos da Ticket, Robson Stein, diretor de logística gráfica do Banco HSBC e Mario Macedo, coordenador de TI do Grupo Jereissati, respectivamente.

O próximo evento Best Practices sobre Governança de TI, acontecerá no dia 14 de junho.

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