Home > Notícias

Pesquisadora de segurança diz que é hora de aprender biologia

Pesquisa da Universidade do Novo México defende tese de que computadores deveriam imitar sistema imunológico humano

Por Bob Brown, para o IDG Now!*

18/04/2006 às 12h15

Foto:

Quando um novo vírus surge, alguns de nós cairá doente, outros morrerão e uma parte vai sobreviver. Essa é a beleza dos seres humanos: cada um de nós tem um sistema de imunológico único.

Este é um conceito que a indústria de segurança de computadores deveria adotar, afirmou Stephanie Forrest, uma professora da ciência da computação da Universidade do Novo México, durante o evento Symposium on Information Security and Privacy, realizado em Boston, nos Estados Unidos.

A diversidade dos sistemas e das aplicações podem ter um papel central na proteção de computadores e das redes de ataques de códigos maliciosos, argumenta Forrest.

O grupo de pesquisa de Forrest publicou um paper no ano passado de um sistema chamado de RISE (Randomized Instruction Set Emulation) (Veja arquivo em PDF) que torna aleatório o código da aplicação da máquina para evitar ataques, tais como aqueles lançados por injeção de códigos binários, ou seja, acrescentar códigos binários em rotinas que já existem.

“Uma das razões pela qual os computadores são tão vulneráveis a ataques é que eles são todos iguais”, afirmou Forrest. “Tornar cada computador único deixaria a vida mais difícil para as pessoas mal-intencionadas”, acredita a pesquisadora.

A proposta da pesquisadora não vai fazer com que cada usuário tenha o seu próprio sistema operacional ou programa de e-mail O segredo do RISE é proteger o código em vez de filtrar as portas dos sistemas.

Forrest mostrou sua idéia para engenheiros da Intel no ano passado, que não gostaram da idéia, à medida que eles previram que teriam de construir diferentes chips para suportar a tecnologia.

O grupo de Forrest, então, pesquisou a questão levantada pelos engenheiros da Intel e criou uma máquina virtual chamada de Valgrind, que, na visão da pesquisadora, dá flexibilidade por que é baseada em software livre, mas não é tão eficiente como ela gostaria.

Forrest reconhece que o sistema RISE traz alguns incômodos e ainda tem de melhorar, mas tem provado que é difícil de ser quebrado.

O RISE ainda não foi comercializado, apesar de trabalhos antigos do grupo de Forrest tenham sido, como a tecnologia inspirada em imunologia que pode ser encontrado nas ofertas da empresa de segurança Sana.

*Bob Brown é editor do Network World, em Framingham.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail