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Notebook versus desktop: qual a melhor opção para seu estilo e bolso

Vale a pena trocar o desktop por um laptop? Confira as vantagens e desvantagens de cada um neste especial do IDG Now!

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

25/04/2006 às 12h43

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Vale a pena trocar o desktop por um laptop? Confira as vantagens e desvantagens de cada um neste especial do IDG Now!

Que as condições de mercado estão muito favoráveis, não há dúvida. Mas será que realmente chegou a hora de comprar um notebook? Diante dos preços tentadores, muitos dos usuários que pretendiam trocar seus PCs se vêem diante do dilema: comprar um outro desktop ou abraçar a tecnologia móvel?

A resposta, segundo os principais fabricantes do mercado, varia de acordo com o perfil e as necessidades de cada usuário. “Para quem usa o computador como ferramenta de trabalho, é imprescindível o acesso a ferramentas e informações em qualquer local e não mais apenas no escritório ou residência”, argumenta Walter Merege, gerente de tecnologia da Semp Toshiba Informática.

No ambiente corporativo, a mobilidade favorece a produtividade, mas o usuário precisa ficar atento para não abusar das horas de trabalho. Além disso, alguns setores ainda dependem da robustez do desktop para atingir o desempenho necessário aos negócios.

“Designers gráficos, publicitários, projetistas necessitam de maior capacidade de processamento. Isto também serve para quem trabalha com planilhas de cálculo complexas”, lembra César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática.

Já para o usuário residencial, pesa menos na decisão a questão da necessidade, mas o conforto pode ser um fator decisivo. “Os equipamentos estão se tornando cada vez mais de uso pessoal. A grande vantagem é poder levá-lo consigo para qualquer lugar”, argumenta Ricardo Shiroma, gerente de produto da Dell Brasil.

Com telas widescreen e recursos multimídia, os notebooks podem ser levados, por exemplo, para o quarto do usuário, onde ele irá assistir a DVDs, além de servir como repositório das suas músicas e vídeos.

Por outro lado, é preciso observar que um desktop com as mesmas configurações – memória, disco rígido, processador – de um notebook custará, em valores absolutos muito menos.  

“O custo de aquisição ainda é mais elevado assim como o de manutenção. O desktop leva vantagem em desempenho por real gasto”, afirma Shiroma. O usuário poderá economizar, contudo, na energia, já que neste aspecto os laptops são mais eficientes. 

Além disso, é preciso atentar para o fato de que os notebooks abaixo de 3 mil reais, que estão pipocando no mercado, atendem a um público que está comprando seu primeiro laptop e não exige tanto do equipamento.

“São voltados a usuários com restrição de orçamento, mas que desejam aproveitar as vantagens da mobilidade. Usuários que estão comprando um primeiro notebook e desconhecem todos os benefícios possíveis com modelos mais avançados”, defende o gerente de produto da Dell.

“Estamos falando de um consumidor muito sensível a preço, que busca o equilíbrio entre custo e recursos, com desempenho razoável - o suficiente para dar conta das tarefas do dia-a-dia e utilizar novas opções de interface e tecnologias, como as redes sem fio”, acrescenta Gabriel da Silva, gerente de produtos da Itautec.

Quando for escolher o modelo, o usuário também deve estar atento a questões como peso e duração de bateria. “Existem os ultraportáteis, finos e leves, que têm grande autonomia de bateria (por usar processadores que consomem menos) e poder de processamento adequado para o uso no dia a dia. Geralmente são utilizados por executivos e se caracterizam por telas até 12 polegadas”, identifica Merege, da Semp Toshiba.

“Já se a idéia é de uso híbrido - de dia no escritório e à noite em casa - por exemplo, é mais interessante considerar o tamanho da tela, pelo conforto que ela proporciona para quem trabalha horas seguidas”, observa Aymoré, da Positivo.

O mesmo vale para quem busca uma experiência de multimídia, fato que tem popularizado as telas widescreen, de 15,4 polegadas – lembrando, contudo, que telas maiores implicam em equipamentos mais pesados.

O uso de processadores adaptados à mobilidade – como os da plataforma Centrino, da Intel, e da família Turion, da AMD – também pode pesar no desempenho da máquina e na otimização do uso da bateria. 

Além disso, recomenda Silva, da Itautec, “prefira a bateria recarregável de íons de lítio (li-ion), mais duradoura do que a de hidreto de níquel metálico (NiMh)”. O uso de baterias com seis células ou mais é recomendável para obter maior tempo de autonomia.

“Por fim, o consumidor deve também estar atento às mudanças de tecnologia que estão ocorrendo esse ano, como processadores com dois núcleos, novos formatos de tela larga (wide), redes sem-fio, e principalmente com mudanças que podem ser utilizadas no futuro para aumentar a segurança das informações como leitores de cartões Smart, leitores biométricos e modulo de plataforma segura TPM versão 1.2”, conclui Shiroma.

Escolhido o modelo, gerente de tecnologia da Semp Toshiba faz uma recomendação final: “Os compradores devem se preocupar em adquirir produtos de uma empresa sólida, que possa prestar um bom serviço de assistência técnica e prover peças de reposição, além de ter um histórico de mercado”.

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