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Mercado brasileiro de notebooks terá crescimento de 50% em 2006

Com modelos que custam menos de 3 mil reais, setor deverá ter vendas de mais de 400 mil unidades neste ano, acreditam consultorias

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

25/04/2006 às 12h29

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Com o dólar barato ao longo de 2005, um dos sonhos de consumo do brasileiro está se tornando mais acessível. Pequenos e portáteis, além de caber nas mãos dos usuários, os notebooks começam a ficar do tamanho do seu bolso.

Favorecido pelo câmbio e pelas medidas de incentivo fiscal do governo, o preço dos computadores portáteis caiu mais de 30%, atingindo um patamar inferior a 3 mil reais para os modelos de entrada.

O resultado foi um crescimento médio de 47% nas vendas de equipamentos em 2005, segundo a IDC Brasil, que estima que as vendas destes aparelhos tenham totalizado 275 mil unidades.

Já a IT Data Consulting – consultoria nacional especializada em TI – estima que o resultado foi ainda mais agressivo: o mercado dobrou o volume de vendas em relação a 2004, somando 313 mil unidades comercializadas.
 
Na previsão para este ano, ambas as consultorias concordam com um crescimento por volta de 50%, o que representará uma média de 410 mil a 470 mil equipamentos vendidos. Para ter uma idéia do que isto representa, basta comparar o índice ao crescimento do mercado de desktops no País, que foi de 38% em 2005, segundo a IT Data.

Um dos fatores que vem impulsionando as vendas é a entrada do usuário doméstico neste segmento que, tradicionalmente, era dominado por clientes de empresas.

“Muitos usuários que já compraram o seu primeiro computador estão considerando o notebook como opção na hora da troca, pois o preço se tornou acessível e o apelo da mobilidade é muito forte”, observa Ivair Rodrigues, diretor de pesquisa da IT Data. De acordo com o analista, o segmento doméstico respondeu por 35% das compras de portáteis em 2005.

Um pouco mais conservadora, a IDC acredita que os usuários domésticos tenham respondido por 28% das aquisições de laptops no ano passado, mas estima que esta participação possa subir para 30% já em 2006.

Outra tendência, segundo os analistas, é o aumento da participação dos notebooks no total de vendas de computadores pessoais no Brasil – em 2005, foram 5,6 milhões de PCs vendidos no País, dos quais menos de 6% corresponderam a notebooks, segundo a IT Data.

“À medida que os preços caem, o potencial de compra do consumidor doméstico aumenta e cresce também a participação dos notebooks em relação aos desktops. Em países como o Japão, a proporção já de um para um”, pondera Mauro Peres, diretor de consultoria da IDC.

Peres acredita que não há margem para uma redução drástica nos preços dos equipamentos em 2006, mas aposta em uma evolução dos modelos de entrada, que ao longo do ano poderão agregar melhores recursos de memória e HD pelo mesmo padrão de preço atual.

Já Rodrigues prevê uma possível queda nos valores, viabilizada pela produção em maior escala e pela forte queda nos preços de telas de LCD, utilizadas nos notebooks. “A redução é visível. Há um ano e meio atrás, um monitor LCD custava 1,6 mil reais. Hoje já é possível encontrar modelos por 800 reais”, exemplifica.

Apesar da forte queda nos valores dos laptops – alguns modelos de entrada já podem ser encontrados por 2,4 mil reais –, a pirataria ainda é um problema bastante grave para o setor.

No primeiro trimestre de 2005, a participação do mercado cinza nas vendas de computadores móveis era de cerca de 60%, índice que caiu para 45% nos primeiros três meses deste ano, segundo a IT Data, mas que ainda significa, na prática, que quase a metade dos notebooks vendidos no País é contrabandeada.

O motivo é simples: um laptop com configuração similar ou melhor que a dos equipamentos de entrada vendidos no Brasil pode custar até 500 dólares – uma média de 1,2 mil reais, o equivalente ao PC popular do governo brasileiro – nos Estados Unidos.

“É um problema sério para os fabricantes. A Toshiba, por exemplo, é líder do mercado no Brasil, mas tem boa parte das vendas provenientes de contrabando”, comenta Peres.

Ainda que não seja eliminado, o problema deve ser minimizado pela queda de preços, já que a manutenção e o suporte dos notebooks é relativamente mais complicada que a dos desktops. Com valores menos discrepantes, o consumidor deve fazer a matemática e concluir qual é a relação custo-benefício de optar por um modelo legal, acreditam os analistas.

“Muitos usuários que já compraram o seu primeiro computador estão considerando o notebook como opção na hora da troca, pois o preço se tornou acessível e o apelo da mobilidade é muito forte”, observa Ivair Rodrigues, diretor de pesquisa da IT Data. De acordo com o analista, o segmento doméstico respondeu por 35% das compras de portáteis em 2005.

Um pouco mais conservadora, a IDC acredita que os usuários domésticos tenham respondido por 28% das aquisições de laptops no ano passado, mas estima que esta participação possa subir para 30% já em 2006.

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