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Europa poderá pedir alteração de preço no Windows sem player de mídia

Durante julgamento no caso de antitruste, Europa dá sinais que versão do Windows, sem tocador de mídia, precisará de desconto

Por Paul Meller, para o IDG Now!*

26/04/2006 às 11h20

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Durante julgamento no caso de antitruste, Europa dá sinais que versão do Windows, sem tocador de mídia, precisará de desconto

Enquanto a Microsoft e a Comissão Européia se ocupam argumentando sobre suas interpretações dos eventos que resultaram na ação jurídica de antitruste em 2004 contra a companhia, há consenso em um ponto: a receita da Comissão para restaurar a competição no mercado de softwares para execução de vídeos e músicas falhou.

A Microsoft foi obrigada há dois anos a criar uma segunda versão do seu sistema operacional Windows que não incluísse o programa Media Player. A versão do aplicativo foi vendida vem sendo vendida há um ano, mas nenhum fabricante de PC o integrou em suas máquina, a Microsoft contou para a Corte de Primeira Instância, o segundo órgão jurídico mais alto da Europa, que está ouvindo os argumentos da companhia durante esta semana.

O principal advogado da Comissão, Per Hellstrom, disse na segunda-feira que a Comissão não ordenou que a Microsoft vendesse versões alteradas do Windows, chamadas de Edição N, com desconto, e deu a entender que a Comissão pode revisar suas ordens para incluir diferenças de preço entre as duas versões.

"Se a Microsoft vende estas versões com o mesmo preço, a Comissão terá que examinar esta nova prática no contexto das atuais condições do mercado", disse ele.

A Microsoft argumentou que o fracasso da Edição N ilustra que o mercado não quer uma versão alterada do Windows, enquanto a Comissão diz que a falta de apelo reflete o fato de que o mercado para players de mídia já está "concordou" em favor do programa da Microsoft.

Com medo que a regulação européia force que a Microsoft venda a Edição N com desconto, a Microsoft gastou muito do seus segundo dia na Corte tentando demovê-la da jogada.

"Não teria nexo pedir uma diferença de preço, já que o tocador de mídia é gratuito", disse Jean-Francois Bellis, o principal advogado da Microsoft no caso.

"A Comissão sabia o que esperava da Edição N do XP", disse ele, afirmando ainda que seria "inacreditável" se a Comissão tomasse a edição de impor uma novo peço para o sistema.

"A Comissão pode agora estar se enganando ao achar que a Microsoft pode ter que "enganar" consumidores para vender um produto inferior", disse Jonathan Zuck, presidente da associação para tecnologia competitiva, um grupo de mercado que apoi a Microsoft.

Nesta quarta-feira, a Corte de Primeira Instância volta suas atenções para a segunda questão da decisão da Comissão contra a Microsoft. O órgão decidiu em 2004 que a companhia deveria revelar detalhes sobre o sistema operacional para rivais no mercado de software para servidores, para que eles possam desenvolver programas que rodem bem com o Windows e com o próprio software para servidores da Microsoft.

*Paul Meller é editor do IDG News Service, em Luxemburgo.

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