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Os “sem-banda larga”

Alice Sosnowski

03/05/2006 às 16h04

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Apesar de já ser uma realidade para a maioria das empresas, o mundo da internet rápida ainda não é para todos. As causas vão desde a falta de disponibilidade de provedores na região até os valores cobrados pelas operadoras. O analista de sistemas Luciano Ribeiro é morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e reclama que apesar de sua casa estar a apenas 40 quilômetros do centro do Rio de Janeiro, o preço praticado pela Velox (da Telemar) para uma conexão de 1 Mbps é alto (149,90 reais – na capital, a mesma velocidade custa 62,90 reais). “Só porque na Baixada não tem concorrência, eles abusam no preço”, reclama Ribeiro. A empresa justifica dizendo que nas capitais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o valor de 1 mega é mais baixo por conta das novas velocidades de 2, 4 e 8 Mbps, oferecidas apenas para estas cidades.

O presidente da Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido (Abusar), Horácio Belfort, reforça o coro de Ribeiro. “Só o interesse comercial explica esse tipo de prática”, argumenta. Ele também acusa a Anatel de não promover a concorrência e prejudicar os pequenos provedores com a cobrança de licenças altas que os obrigam a trabalhar na informalidade. “A Anatel acaba por criar excluídos da comunicação”, diz.

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