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Sony chega aos 60 anos de olho no futuro

Conheça cinco tecnologias que podem definir o futuro da Sony: o processador Cell, sensores de imagem, a Felica, telas LCDs e a robótica

Por Martyn Williams, para o IDG Now!*

08/05/2006 às 12h57

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Conheça cinco tecnologias que podem definir o futuro da Sony: o processador Cell, sensores de imagem, a Felica, telas LCDs e a robótica

A miniaturização tem sido um tema constante na trajetória da Sony, que completou 60 anos ontem (07/05).

Dos primeiros rádios com transistores, passando pelo Walkman, às primeiras câmeras digitais, fazer as coisas compactas ainda é importante para a Sony.

Mas, ao completar 60 anos, não é o único trunfo da empresa. Ela gasta tempo e recursos em uma série de novos produtos que podem colocá-la a frente de seus concorrentes.

Veja uma seleção de cinco tecnologias que são chaves para o futuro da Sony.

O processador Cell
É uma das novas tecnologias mais interessantes da Sony. Desenvolvido em conjunto com a IBM e com a Toshiba ao custo de bilhões de dólares, o chip combina oito núcleos de processamento, com o principal sendo de 64 bits.

Ele deve ser um dos mais poderosos processadores do mercado e está ganhando muito atenção, pois vai ser o coração do console de games PlayStation 3, que tem previsão de lançamento para este ano.

Mas a Sony tem grandes planos para o chip. A empresa estabeleceu um grupo cujo objetivo é desenvolver produtos e aplicações para o Cell, diferentes das do PlayStation 3.

O poder de processamento de vídeo do Cell pode torná-lo o coração de uma nova geração de equipamentos de entretenimento doméstico de alta definição, tais como TV, players de vídeo e gravadores.

Sensores de imagem

No centro de cada vídeo ou câmera digital há um sensor que converte luz em impulsos elétricos, que são a base da fotografia digital.

A Sony tem liderado a produção destes sensores por alguns anos e, agora, está trabalhando em uma tecnologia para uma nova geração de câmeras que pode estar no mercado no próximo ano.

Os sensores são capazes de fotografar ou capturar imagens em vídeos de alta definição a 60 frames por segundo ou 300 frames por segundo em baixa resolução.

No momento, essa taxa é só possível em câmeras muito caras, mas os novos sensores CMOS (complementary metal oxide semiconductor) devem baratear os equipamentos.

Em razão da velocidade, os fotógrafos poderão capturar uma série superior a oito imagens em 1/8 de segundo e depois escolher a melhor.

Felica
Quando milhares de pessoas, de cidades como Tóquio ou Hong Kong, entram em um trem, elas provavelmente não têm muito conhecimento sobre uma tecnologia da Sony chamada Felica.

Este sistema de cartão inteligente é base do sistema de trens destas cidades e está decolando no Japão em razão de um grande número de outros aplicações, como o Edy e-money.

Este sistema permite aos consumidores fazer compras segurando um cartão sobre um sensor. Ele pode também ser encontrado em milhares de lojas de conveniência pelo Japão.

A tecnologia Felica foi construída sobre telefones celulares. A NTT DoCoMo, principal operadora de celular do Japão, está agora desenvolvendo um sistema para que os consumidores possam usar seus celulares em vez do cartão de crédito para fazer suas compras.

Telas de cristal líquido
A Sony associou-se com a South Korean, rival da Samsung para fazer grandes telas de LCDs para televisores.

Mas a Sony já produz, há muitos anos, pequenas telas de LCD para produtos como telefones celulares e câmeras digitais.

Cerca de 40% das câmeras digitais vendidas no mundo têm telas de LCD da Sony. E os números são ainda mais altos em câmeras de vídeo. Agora, a empresa está mirando o mercado de telefones celulares.

Robótica e inteligência artificial
Aibo, o cão-robô, pode ser considerado um produto comercial que não deu certo (como parte da reestruturação da Sony, ele foi tirado de linha), mas serviu para ajudar no desenvolvimento de uma série de tecnologias avançadas.

Entre as tecnologias mais óbvias incluem-se processamento em tempo real e o controle do motor principal com o auxiliar para movimento.

A tarefa de andar, que parece simples para nós, humanos, é extremamente difícil de ser reproduzida em máquinas.

O Aibo movia-se ao estilo dos robôs antigos, mas ajudou a Sony a desenvolver novos robôs, como o Qrio, um humanóide que corre, uma tarefa ainda mais difícil do que andar.

Além da tecnologia mecânica, o Aibo proveu a base para pesquisas com inteligência artificial. Os engenheiros da Sony trabalharam em algoritmos que fazem com que o “cérebro” dos robôs busque constantemente novas e mais desafiadoras tarefas.

Martyn Williams é editor do IDG News Service, em Tóquio.

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