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Consumidores trocam dados pessoais por segurança, afirma estudo

Mesmo preocupadas com a privacidade, 71% das pessoas estariam dispostas a fornecer seus dados pessoais em troca de mais segurança

Por Redação do Computerworld

09/05/2006 às 11h32

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Mesmo preocupadas com a privacidade, 71% das pessoas estariam dispostas a fornecer seus dados pessoais em troca de mais segurança

Apesar da preocupação com a privacidade, 71% das pessoas no mundo estão dispostas a fornecer dados pessoais no acesso a instituições públicas, meios de transporte – como aviões, trens e ônibus -, travessia de fronteiras e alfândega em troca de mais segurança, apontou um estudo sobre Gerenciamento de Identidade, conduzido pela Ponemon Institute, sob encomenda da Unisys.

A pesquisa pretende mapear as percepções pessoais sobre sobre métodos de gerenciamento de identidade, que garantem a segurança dos locais a partir da análise dos dados pessoais do visitante. Foram entrevistadas 1661 pessoas de 14 países da América do Norte, Europa, Ásia Pacífica e América Latina.

O maior índice de aceitação vem da América do Norte, com 71%; o menor, 58%, da América Latina. A pesquisa mostra que os latinos confiam apenas em bancos - nos quais todas as regiões confiam - para a emissão e a gestão de credenciais de identidade, enquanto os outros entrevistados confiam também em órgãos públicos.

Já a polícia é a organização menos cotada para isso: a rejeição é de 50% na América Latina, e de 40% na do Norte. Na Ásia-Pacífico e na Europa, os índices de confiança nesta instituição é de 15% e 18%, respectivamente.

Segundo a pesquisa, os mesmos que estão dispostos a fornecer dados pessoais aceitariam ter um documento único de identificação – uma credencial multiuso -, para ter mais conveniência no acesso aos locais, desde que as organizações apresentem sistemas seguros e de alta tecnologia.

Paradoxalmente, elas se preocupam com o acúmulo de informações pessoais em um único lugar e temem ficar mais vulneráveis a ataques de criminosos e a roubos de identidade.

O reconhecimento de voz e a impressão digital foram apontados como as soluções biométricas preferidas, em detrimento do reconhecimento facial, da geometria das mãos e da íris.

O instituto Ponemon acredita que a gestão de identidade só funciona se o público aceitar a tecnologia de gestão de identidade aplicada. Por isso, propõe que as organizações conscientizem as pessoas sobre os benefícios do gerenciamento de identidade, abordando a segurança e a praticidade.

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