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Acidentes com eletrônicos: saiba como preveni-los e remediá-los

Entenda como evitar acidentes com celulares, TVs e DVD players e como identificar quem é responsável pelo prejuízo

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

23/05/2006 às 13h08

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Entenda como evitar acidentes com celulares, TVs e DVD players e como identificar quem é responsável pelo prejuízo

O celular pegou fogo, a TV queimou, o aparelho de DVD explodiu. E agora? De quem a culpa? Antes de decidir quem vai arcar com o prejuízo, é preciso entender quais foram os motivos que levaram ao acidente, até como forma de evitar futuros espisódios desagradáveis.

No caso do celular, há alguns fatores que podem levar a uma explosão. O primeiro deles é a existência de uma fissura, uma pequena trinca na bateria que pode levar à exposição do lítio, material que fica no interior dela e é inflamável em contato com o ar. 
 
Outro perigo é o curto-circuito ou mal contato do aparelho com a bateria, que é menos comum mas poderia levar a um superaquecimento do celular.
 
Mas, segundo o professor João Zuffo, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o maior risco está associado ao uso do carregador.
 
Quando está carregando, o celular ligado à rede elétrica, portanto o potencial de uma explosão é maior. O problema, neste caso, são os carregadores de má qualidade que não trazem sistema de limitação de carga e, portanto, podem acabar superaquecidos, causando explosões e incêndios.

Para evitar acidentes deste tipo, o usuário deve sempre utilizar carregadores e baterias originais. Além disso, é recomendável evitar trocar a caixa original do celular por outras que sejam de plástico inflamável, segundo o professor Zuffo. Também é importante tomar medidas para prevenir curto-circuitos, como, por exemplo, evitar utilizar o aparelho na chuva.

Eletrônicos

Mas não são apenas os celulares que explodem e pegam fogo. Outros eletrodomésticos, como televisores, videocassetes, aparelhos de DVD e até radio relógios – em suma, qualquer equipamento ligado à rede elétrica – também estão sujeitos a explosões.
Diante de sobrecargas de energia, os aparelhos podem “queimar”, como se diz popularmente, mas o maior perigo está ligado à manutenção dos equipamentos, segundo o professor Zuffo.
Quando o aparelho recebe uma sobrecarga de energia, é o fusível que “queima”, evitando que o equipamento pegue fogo, por exemplo.

Mas se ao enviar o equipamento para a assistência técnica esta peça não for corretamente substituída – segundo o professor Zuffo, alguns aproveitadores substituem o fusível por um rolinho de papel laminado –, os aparelhos podem, literalmente, queimar.

A recomendação para evitar este tipo de acidente é levar sempre os equipamentos em assistências técnicas credenciadas pelo fabricante e de confiança. Além disso, não custa seguir a sabedoria popular e desligar os eletrônicos da tomada durante tempestades de raios para evitar sobrecargas de energia.
Pifou, e agora?

Diante de qualquer defeito comprovado em um eletrônico – seja uma TV, um celular ou computador –, o fabricante ou o comerciante que vendeu têm trinta dias para devolver o produto sem defeitos ao usuário – sem que ele arque com nenhuma despesa – ou para restituir o valor pago por ele.

Segundo o Marcos Diegues, gerente jurídico do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), há ainda uma terceira opção – menos comum, em que o usuário tem o interesse em manter o produto defeituoso e recebe uma restituição parcial, pelos recursos que não estão funcionando.

Porém, se o produto defeituoso causa danos externos a ele – seja a outros aparelhos, a móveis ou a pessoas, por exemplo –, o caso é enquadrado na categoria de acidente de consumo e o fabricante é obrigado a ressarcir o usuário por todos os prejuízos causado pelo produto defeituoso.

“No caso de ferimentos causados por explosão, por exemplo, o fabricante é obrigado a cobrir todas as despesas médicas”, esclarece Diegues.

Mas se houver evidências de que o usuário foi negligente – por exemplo se forem encontrados resquícios de um carregador de celular falso em uma explosão –, a responsabilidade passa a ser do consumidor.

Há ainda casos em que a responsabilidade é do prestador de serviços, como as sobrecargas na rede elétrica que queimam equipamentos ou a substituição indevida de peças por agentes de assistência técnica que causam defeitos nos produtos.

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