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AMD quer reinventar a mobilidade

CEO da AMD afirma que o computador móvel não muda a mais de vinte anos e que vai reinventá-lo nos próximos anos

Mário Nagano

24/05/2006 às 17h48

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CEO da AMD afirma que o computador móvel não muda a mais de vinte anos e que vai reinventá-lo nos próximos anos

Em visita ao Brasil para comemorar os dez anos da abertura do escritório no país, Hector Ruiz, CEO da AMD, declarou que sua empresa pretende reinventar o conceito de computação móvel.
 
Segundo ele, o atual modelo de mobilidade carece de inovações técnicas, já que, funcionalmente, os computadores portáteis não diferem muito dos computadores de mesa. Para ele, a semelhança entre os portáteis é tão grande que chega a ser difícil identificar a origem de um produto se retirarmos as etiquetas de marca.
 
Na opinião de Ruiz, mobilidade não á apenas um computador com interface de comunicação sem fio que precisa estar próximo de um ponto de acesso. O computador deve ter a capacidade de comunicação instantânea em qualquer lugar e a qualquer momento por meio de qualquer rede disponível, seja Wi-Fi, GPRS ou mesmo 3G.
 
Além disso, o CEO da AMD defende a idéia de segmentação – produtos variados para atender a necessidades de públicos distintos por preços diferenciados. Para atingir esse objetivo, a AMD investirá em centros de desenvolvimento, além de trabalhar com parceiros da indústria para chegar aos melhores resultados.
 
Quando questionado por PC WORLD se essa proposta seria um indício de que a AMD poderá partir para o negócio de produtos e serviços, Ruiz negou. Segundo ele, a companhia pretende criar plataformas abertas com seus parceiros, a exemplo do que faz hoje na área de notebooks e diferentemente da prática do seu concorrente (a Intel), que cria um produto completo e o empurra para o mercado.
 
Para o executivo, a atividade principal da AMD ainda é a produção de semicondutores. A previsão é que os primeiros resultados desse trabalho de criação de novas soluções de mobilidade sejam apresentadas nos próximos dois anos. 

AM2 no Brasil

Com relação ao lançamento do novo soquete AM2, anunciado ontem, Roberto Brandão , gerente de tecnologia da AMD, confirmou a disponibilidade de chips AMD de menor custo, voltados para mercados emergentes, incluindo o Brasil. São eles o Sempron 2800+ e o Athlon 64 X2 3800+, que custarão  67 dólares e 303 dólares (preçoa unitárioa para lotea de mil peças), respectivamente. Por sinal, são os mesmos preços praticados para as versões atuais com soquete 939.
 
Brandão também confirmou que três empresas nacionais estão em estágio avançado de desenvolvimento de portáteis baseados nos processadores single core Mobile Sempron e Turion, com previsão de chegada ao mercado no final de maio ou no início de junho.

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