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Justiça da Suécia fecha maior site de arquivos da rede BitTorrent

Polícia interrompeu o funcionamento do site The Piracy Bay em ação que apreendeu servidores em mais de dez localidades

Por Edson Soares, com apoio do IDG Now!

01/06/2006 às 12h00

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Polícia interrompeu o funcionamento do site The Piracy Bay em ação que apreendeu servidores em mais de dez localidades

Em ação desencadeada na quarta-feira (31/05), a justiça sueca interrompeu as operações do site The Piracy Bay (TPB), autodenominado a maior fonte de arquivos compartilhados pela rede BitTorrent.

A polícia local apreendeu servidores localizados em dez diferentes pontos. Três jovens operadores foram detidos por suspeita de descumprirem as leis de proteção ao direito autoral naquele país.

Associações como a Motion Picture Association of America (MPAA) e a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI), que representam respectivamente os estúdios de Hollywood e as principais gravadoras do mundo, aplaudiram a medida. Já os operadores do site alegam não descumprirem a lei, que na Suécia dá brechas para interpretação.

O argumento utilizado pelos acusados é que o TPB não hospeda nenhum arquivo com direitos autorais protegidos. Contudo o site funciona direcionando usuários aos arquivos que estes procuram, gerenciando downloads e uploads de filmes, músicas e softwares piratas, o que poderia caracterizar-se como prática ilegal.

O TPB possui mais de um milhão de usuários registrados. São oferecidos pelo site mais de 157 mil arquivos, incluindo lançamentos recentes do cinema como O Código da Vinci ou Missão Impossível III.

Para ter uma noção da popularidade do endereço, o TPB figura como o 21º site mais visitado da Suécia segundo a empresa de monitoramento de tráfego Alexa.com. No ranking global o site ocupa a 479º posição, e nos Estados Unidos é o 312º endereço mais visitado.

O TPB se tornou o maior provedor de conteúdo pela rede BitTorrent no final de 2004, quando o SuprNova.org, endereço da Eslovênia de atividade similar, foi fechado. Na página do TPB e no site do grupo Piratbyran, braço político do primeiro, um texto tenta desqualificar a ação da polícia e promete que o serviço voltará a funcionar em um ou dois dias.

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