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Ciúmes na web: saiba se proteger

E-mail grampeado, MSN invadido, computador monitorado. Saiba como evitar as “espiadelas” de um namorado ciumento

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

07/06/2006 às 10h53

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E-mail grampeado, MSN invadido, computador monitorado. Saiba como evitar as “espiadelas” de um namorado ciumento

Um e-mail de um antigo namorado, um nome de mulher piscando no MSN, um recado dúbio e pronto. Está armada a confusão. A internet tem sido motivo de muitas brigas e, ainda pior, a ferramenta de “espionagem” para os ciumentos vasculharem a vida dos seus pares.

De uma inocente “olhada” no e-mail à instalação de programas-espiões, ninguém está imune a investigações - bem ou mal-intencionadas - por parte de seus cônjuges.

Se tudo vale no amor e na guerra, aprenda a se defender dos ataques de ciumentos na internet. As dicas são de Denny Roger, diretor da Batori Software & Security. 

Identidade protegida

Salvar automaticamente senhas de e-mail e de login em comunicadores instantâneos, como MSN, pode parecer prático, mas é uma potencial porta de entrada para confusões. Se o seu namorado ou marido resolver acessar o próprio e-mail no seu computador pode se deparar com o seu e-mail e a sua senha memorizados na página do provedor. A tentação pode ser grande demais.

Por isso, Roger recomenda: “Desabilite a função de gravação automática de senhas e lembre-se que mesmo se você memorizar apenas o e-mail, há as chances do “invasor” testar algumas senhas e acertar”.

Segundo ele, as mulheres costumam usar senhas fáceis de adivinhar, como “gatão”, “gatinho” ou “amor”, enquanto os homens escolhem palavras ligadas a sexo, também consideradas “fracas” pelos especialistas. Lembre-se: senhas mais seguras devem mesclar letras maiúsculas e minúsculas e números. Evite também usar a mesma senha em diferentes contas, pois se alguém invadir uma poderá entrar em todas as outras.

Apagando as pistas

Se o seu cônjuge for um pouco mais entendido de tecnologia, ele poderá investigar pistas que você deixa enquanto navega pela web - por exemplo, registro das páginas acessadas, de fotos vistas ou arquivos abertos. Para apagar esses rastros, é preciso limpar o histórico de sites visitados com freqüência, apagar os cookies e deletar os arquivos da pasta de temporários. Isso pode ser feito entrando na função Ferramentas do navegador.   

Big Brother

Mas se você se apaixonou por um hacker de verdade, o perigo pode ser maior.  Roger revela que a sua empresa, especialista em segurança já foi procurada diversas vezes para fornecer softwares de monitoramento para maridos e esposas atrás de pistas de traição. “Alguns dizem que é para monitorar os filhos, mas sabemos qual é o objetivo real”, conta.

Uma vez instalados no computador, esses programas podem gravar conversas em chats, capturar textos de e-mails, páginas visitadas e textos digitados. Tudo é enviado para o autor do monitoramento, sem que a vítima consiga sequer encontrar o programa no computador, que só é revelado mediante um comando de quem o instalou. Estes programas só podem ser encontrados por softwares de detecção de intrusos, que são pagos e não custam barato. Antivírus e anti-spywares convencionais não funcionam neste caso.

Recadinhos em comunidades online

Você entra na comunidade da sua antiga escola, seu ex-namorado te adiciona e de repente aparece aquele recado saudosista que deixa o seu atual furioso. Não tem como evitar. “Se a sua namorada ou namorado é ciumento, melhor nem entrar. Lembre-se de que toda informação colocada no Orkut é pública. As pessoas vão te achar”, avisa Roger.

Nestas comunidades de relacionamento, como o Orkut, qualquer um pode se cadastrar e criar um perfil apenas para mandar mensagens para despertar ciúmes e provocar brigas, aponta o especialista. Sem falar nas histórias do passado, que surgem espontaneamente, e nos comentários mal-interpretados que podem terminar em dor de cabeça. Limpar a página de recados de tempos em tempos é uma tática que vem sendo adotada pelos membros do site de relacionamentos para prevenir as bisbilhotices alheias. Se o caso for extremo, o “orkuticídio” pode ser a única saída.

Jogue a isca

Mas se você não está disposto a pagar pelos serviços de especialistas em segurança ou comprar softwares sofisticados para descobrir se está sendo vigiado, Roger dá uma dica simples e eficaz: “A vítima pode criar uma outra conta falsa e mandar uma mensagem isca no e-mail ou no MSN, plantando uma informação falsa, e ver se a pessoa que está espionando se entrega”, indica. Mas antes de apelar para a tecnologia, talvez valha recorrer ao bom e velho bom senso e apostar em uma conversa franca para resolver os problemas virtuais no mundo real.

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