Home > Notícias

Intel anuncia chips mais econômicos

Chips com transistores 3D poderão economizar 35% mais energia que os atuais

Por Ben Ames para o IDG Now!*

12/06/2006 às 18h35

Foto:

Chips com transistores 3D poderão economizar 35% mais energia que os atuais

Pesquisadores da Intel Corp. encontraram uma forma melhor de isolar circuitos, permitindo que eles economizem energia já que empacotam mais transistores em cada processador.

A Intel poderia começar a criar chips com estes novos transistores tridimensionais - diferentes dos clássicos, que são planos - em 2010, permitindo um aumento de 45% na velocidade e uma redução de 35% no total de energia consumido, comparado aos atuais transistores de 65 nanômetros, afirmou Mike Mayberry, diretor de pesquisas de componentes e vice-presidente do Grupo de Manufatura e Tecnologia da Intel.

O transistor tridimensional triplica o espaço disponível para o tráfego de sinais elétricos, como se criasse duas faixas adicionais em uma estrada sem aumentar sua área.

Este avanço pode se transformar em uma poderosa ferramenta de vendas, já que a eficiência no consumo de energia é uma medida de mercado fundamental para os chips em PCs, desde os notebooks e PDAs (Personal Digital Assistants) aos servidores de alta capacidade.

A Advanced Micro Devices Inc. (AMD) fez uma série de anúncios afirmando que sua linha Opteron de microprocessadores irá oferecer uma redução significativa no consumo de energia se comparada à família Xeon da Intel.

A nova tecnologia da Intel ainda pode estender o alcance da Lei de Moore - previsão feita há 40 anos pelo co-fundador da Intel, Gordon Moore, de que o número de transistores em um chip dobraria a cada dois anos.

Alguns engenheiros já previram que esta tendência estava prestes a acabar porque a eletricidade tende a vazar em pequenas redes conforme a geometria do chip é reduzida para uma medida inferior a 90 nanômetros.

Uma solução é criar chips com múltiplos núcleos que rodem a velocidades mais lentas, já que os microprocessadores dispersam mais eletricidade e rodam com menor eficiência quando trabalham a 2 GHz. Esta tem sido a opção adotada por fabricantes como Intel, AMD e Sun.

Outro caminho pode ser a adoção de nanotubos de carbono, segundo cientistas da IBM. Em março, eles anunciaram a criação de um circuito eletrônico integrado combinando a tecnologia de silício tradicional com uma molécula de nanotubo de carbono.

"Comparada aos nanotubos de carbono esta solução é de longe muito mais simples de ser adotada", comentou Mayberry. "O problema com os nanotubos de carbono é que ninguém sabe como colocá-los em um ponto específico, exceto movendo-os, um de cada vez. E mesmo nossos menores chips têm milhões de transistores, o que torna essa tarefa um desafio insuperável."

A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento, mas os dsenvolvedores da Intel poderão aplicá-la rapidamente a novos chips usando os equipamentos já existentes nas unidades de manutafura.

"Será uma opção para chips de cerca de 45 nanômetros (nm) - nos modos de 32 nm ou 22 nm - o que nos dá confiança de que poderemos conduzir a Lei de Moore para a próxima década", disse Mayberry.

A fabricante já declarou que fabricará mais chips com 65 nanômetros do que com 90 nanômetros no terceiro trimestre deste ano, migrando para chips de 45 nm em 2007 e de 32 nm em 2009.

*Ben Ames é repórter do IDG News Service, em Boston.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail