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Vírus para celular completa dois anos

Dois anos após o Cabir, ameaça de contaminação ainda é baixa, diz analista da McAfee

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!*

16/06/2006 às 17h19

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Dois anos após o Cabir, ameaça de contaminação ainda é baixa, diz analista da McAfee

No final do primeiro semestre de 2004, o mercado de tecnologia foi forçado a traçar outra comparação entre telefones celulares e computadores.

A maior complexidade exigida pelo acúmulo de funções multimídia tornou os aparelhos alvos de pragas digitais, como o Cabir, descoberto pela empresa de segurança Kasperky no dia 15 de junho de 2004 como o primeiro vírus para telefones celulares.

Dois anos após o anúncio, o mercado de telefonia se vê envolto por um clima que resvala na preocupação exagerada formulada pela falta de informação.

É o acredita Victor Kouznetsov, vice-presidente de tecnologia móvel da McAfee, alegando que muitas empresas de segurança, em vez de desenvolverem soluções, fizeram um "desserviço à sociedade criando um hype sobre as pragas".

"O setor está crescendo de uma maneira mais forte que os de PCs, mas não vejo motivo para tanta preocupação. Mais de 99% dos vírus são focados no sistema S60 (da Symbian) e todos são experimentos. Tivemos contatos com pessoas infectadas, sim, mas não podemos considerá-lo um problema de massa", revela.

O alerta entre as companhias de segurança atualmente é tão alto que Kaspersky, Symantec, F-Secure, Trend Micro e a própria McAfee já desenvolveram aplicativos para segurança online e operadoras e fabricantes como Sony Ericsson, Nokia e NTT DoCoMo já vendem serviços e aparelhos com software de segurança integrados.

Dados da própria McAfee ilustram o crescimento, que pode fazer com que usuários desavisados se preocupem com seus aparelhos. O número de pragas voltadas a telefones celulares subiu de 18 em 2005 para 176 em 2005, crescimento de 877% em apenas um ano.

Até abril deste ano, o número já saltou para 217 pragas, superando, apenas em três meses, o ano inteiro de 2005.

Kouznetsov afirma que o principal mérito do Cabir, uma praga de escopo muito limitado e que causa estragos baixíssimos, foi romper a barreira psicológica de que telefones celulares eram aparelhos seguros.

Segundo a Kaspersky, o Cabir chegava a celulares com o sistema operacional Symbian pela interface Bluetooth e, depois de instalado, era mantido escondido sem qualquer tipo de ação.

Toda vez que o celular fosse ligado, a praga rastreava dispositivos com a interface sem fio ligada e tenta se enviar, sem afetar diretamente nenhuma função do aparelho.

"Ainda que ainda estejamos no começo, os vírus para celulares ainda são ridículos se comparados com os de PCs", analisa Kouznetsov. "No entanto, o mercado mexe com PCs há 20 anos e nós continuamos com inúmeros problemas de segurança. Eu, particularmente, espero que isto fique só entre nos computadores".

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