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Saiba como fazer e quanto custa criar um site para exibir sua empresa na rede mundial de computadores

ALICE SOSNOWSKI

21/06/2006 às 11h55

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Saiba como fazer e quanto custa criar um site para exibir sua empresa na rede mundial de computadores

Maio de 2006. Um pai de primeira viagem descobre que precisa de um termômetro especial para o filho que acabou de chegar da maternidade. Sem poder sair de casa, ele recorre à internet à procura de uma loja que possa suprir essa necessidade. Apenas uma loja vende e entrega o produto. Detalhe: pelo dobro do preço de um estabelecimento convencional. Essa história é real e aconteceu em São Paulo, cidade onde existem centenas de lojas que vendem o mesmo produto, mas não pela web. Está aí um caso que, no jargão do empreendedorismo, é chamado de oportunidade perdida.

Apesar de a internet já fazer parte da vida das pessoas, muitas pequenas e médias empresas ainda não exploraram o potencial da rede para impulsionar seus negócios. Mesmo assim, os empreendedores reconhecem a importância do meio. Em uma enquete realizada no site do Sebrae-SP, a internet foi eleita o segundo melhor veículo de divulgação de produtos e serviços (20,99%), ficando bem à frente de feiras (9,07%), catálogos (6,36%) e mala-direta (8,41%). Perde apenas para a TV (43,71%). A pesquisa mostra que, na opinião do empreendedor, não resta dúvida de que vale a pena investir na web. A questão é: quanto investir? A preocupação torna-se ainda maior quanto menor é a empresa, já que cada centavo precisa ter retorno garantido em um curto espaço de tempo.

Segundo Michel Lent Schwartzman, especialista em internet e sócio-diretor da agência de comunicação 10´Minutos, uma das maiores na área, o empreendedor precisa saber o porquê do investimento antes de avaliar quanto pagar por um site. “O objetivo do site é que vai determinar o custo e o retorno que se espera dele”, explica Schwartzman. Pode ser um site de informação,de relacionamento com o cliente, de prestação de serviço ou de comércio online. Ou ainda ter todas essas funções ao mesmo tempo.

Se, há alguns anos, a presença online já era suficiente para os sites corporativos, hoje as empresas tomam fôlego para mostrar algo além de um simples cartão de visita virtual. De acordo com Vinicius Pessin, diretor executivo da empresa de hospedagem Plugin, 65% dos clientes do segmento de pequenas
e médias empresas já mantêm sites institucionais com banco de dados integrado para oferecer, por exemplo, pesquisas de cotação online de preços; 17% utilizam e-commerce; e 8% usam a página para relacionamento com o cliente. “Os números mostram que ainda existe um grande potencial de crescimento neste mercado”, relata Pessin.

Definido o objetivo do site, chega a hora de avaliar o valor do investimento. E, neste caso, os custos são muito variáveis e difíceis de estabelecer. Tudo começa com a reserva de domínio. Para um endereço “.com.br”, é necessário que a empresa forneça o CNPJ e pague 30 reais anuais. Quem coordena o registro de domínios no Brasil é o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Se o domínio com a terminação brasileira já estiver em uso, o empresário pode reservar um “.com” ou “.net”. A vantagem é que estes dois tipos de domínio não precisam estar vinculados a um número de CNPJ. Com o CPF e o pagamento de uma taxa anual, qualquer pessoa pode ter um domínio .com. A empresa Nomer é credenciada no Brasil pela Icann (Internet Corporation of Assigned Names and Numbers), entidade que regula a criação de domínios na internet, e cobra 39 reais anuais para a criação e manutenção do registro. Também é possível fazer o registro “.com” pela internet, usando os serviços de empresas de fora do país, com preços em dólares.

Feita a reserva de domínio, é necessário conectar um DNS (Domain Name System) ao nome registrado. Nessa altura, a empresa precisará dos serviços de hospedagem que fornecem um DNS válido para conectar o seu domínio à rede mundial de computadores. Como os planos de conexão à internet, há vários pacotes diferenciados para hospedar um site. Os básicos fornecem 100 MB de espaço em disco e 5 GB de transferência de dados, e os preços ficam em torno de 25 reais mensais. Há também planos com servidores dedicados, em que as empresas colocam suas próprias máquinas em data centers de hospedagem e não precisam compartilhar servidores com outros assinantes do serviço. A escolha do plano depende da complexidade do site e dos acessos que ele poderá gerar. Empresas como a Locaweb, o portal Terra, a Plugin (em parceria com o UOL) e a Bighost fornecem serviços de hospedagem e estão entre as mais de 300 em todo o país. Confira uma lista mais ampla de provedores de hospedagem no endereço www.pcworld.com.br/hospedagem.

A parte mais nebulosa deste negócio está na contratação de um desenvolvedor. Existem desde profissionais independentes, que cobram 300 reais pela criação de um site, até agências especializadas, que não cobram menos de 10 mil reais por um projeto. Entre os dois extremos, milhares de agências desenvolvedoras podem fazer o serviço. Para encontrar uma delas, a dica é procurar indicação de colegas que já utilizam o serviço e estão satisfeitos ou de empresas de hospedagem. Outra solução – bem mais barata – é recorrer aos programas online de construção de sites e arriscar a produção própria. Para isso, ferramentas como o Site Fácil Terra (www.terraempresas.com.br/site_facil) ou o Construtor de Sites, disponível na Locaweb (construtordesites.locaweb.com.br), na LocalOne  (construtordesites.localone.com.br) e em outras empresas do segmento, ensinam a montar uma página passo a passo. Os sistemas apresentam opções de design, conteúdo e estrutura e viabilizam a publicação imediata da homepage.

Mas os especialistas alertam que o barato pode sair caro. Um site mal-feito e sem manutenção terá retorno de imagem negativo para a empresa. “Se o site não tem atrativos, ele não é visitado pelos clientes e entra no que chamamos de cemitério web”, explica Pessin, da Plugin. No setor de aconselhamento do Sebrae, os consultores sugerem que os empreendedores analisem sites concorrentes para ter uma referência do que já foi desenvolvido e vejam o portfólio dos desenvolvedores com quem pretendem trabalhar. “Se o empreendedor já tiver a idéia exata do que quer, fica mais fácil negociar um bom preço”, sugere Egnaldo Paulino, consultor do Sebrae. Ele também observa que o valor de um site está na tecnologia e no visual gráfico. “Estes elementos custam financeiramente, mas um site bem elaborado gera produtividade, mais clientes e divulgação para a empresa. Vale a pena investir”, conclui.

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HOSPEDAGEM A PARTIR DE...
Confira os pacotes básicos cobrados pelas empresas para receber um site (1) (2)

Empresa PlanoEspaço em disco (MB)Taxa de transf. mensal (GB)Preço (R$)Onde encontrar
BighostBásico100625 por mêswww.bighost.com.br
DominalBásico1656Instalação + 29 por mêswww.dominal.com.br
LocawebProfissional I100529 por mêswww.locaweb.com.br
LocaloneBásico PHP70112,90 por mêswww.localone.com.br
PluginStandard150525,70 por mês (3)www.plugin.com.br
TerraHospedagem Flat1003Inscrição + 33,90 por mêswww.terraempresas.com.br

(1) Consulta a outros planos com maior espaço em disco e taxa de transferência podem ser feitos nos sites das empresas (2) Confira a lista com outras opções de hospedagem em www.pcworld.com.br/hospedagem (3) Clientes UOL têm 15% de desconto

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