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Google estréia sistema de pagamento

Empresa põe fim especulações e apresenta Google Checkout nesta quinta-feira (29/06)

Por Juan Carlos Perez, para o IDG Now!*

29/06/2006 às 14h38

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Empresa põe fim especulações e apresenta Google Checkout nesta quinta-feira (29/06)

Encerrando mais de um ano de especulações e rumores, o Google lança nesta quinta-feira (29/06) o seu aguardado serviço de pagamentos, que pode surpreender por ir além do que se pensava inicialmente.

O sistema se chamará Google Checkout - não Gbuy, como sugeriam reportagens anteriores – e será lançado em versão final e não em beta, como o Google tipicamente oferece seus produtos.

Além disso, não será limitado a anunciantes do Google, embora os participantes do programa AdWords contem com algumas vantagens.

“Este é um grande negócio. É um ecossistema de transações completo”, disse o analista do Gartner Allen Weiner. “É um dos negócios mais importantes do Google em muito tempo”, acrescentou.

Em resumo, o Google Checkout foi criado para simplificar as operações entre empresas e clientes, armazenando todas as informações de compras do usuário.

Assim, o consumidor pode armazenar os seus detalhes pessoais, formas de pagamento preferidas e informações de entrega, ao invés de ter que cadastrar esses dados individualmente junto a cada comerciante online.

O Google Checkout dá suporte a uma variedade de formas de pagamento, incluindo cartões de crédito Visa International, MasterCard International , American Express e Discover Bank.

Já os clientes de cartões do Citibank que entrarem para o Google Checkout e fizerem ao menos uma compra antes de 15 de setembro receberão um crédito em seu nome, que pode ser sacado em dinheiro ou transformado em pontos de fidelidade.

Do lado dos comerciantes, o Google Checkout oferece aos lojistas um histórico de compras do cliente e reembolso por compras não autorizadas.

Muito além da conveniência que oferece a compradores e vendedores, o Google Checkout se aproveitará – e provavelmente aumentará – os serviços de buscas e anúncios do Google.

Comerciantes que participarem do programa e também do AdWords terão um ícone do Google Checkout associado aos seus resultados em buscas.

Esses lojistas terão direito a processar gratuitamente 10 vezes pela plataforma o valor que pagam por seus anúncios. Portanto, o Google Checkout pode, potencialmente, ajudar a aumentar a base de anunciantes.

Mas o programa não será limitado aos anunciantes do AdWords. Os demais comerciantes pagam o valor cheio pelas transações.

O Google oferecerá diversas formas para que um site de vendas se integre ao Google Checkout. No nível mais simples, a empresa pode acrescentar o botão “compre” do serviço simplesmente colando o código HTML em sua página. Para integrações mais sofisticadas, o Google vai oferecer um a interface de programação de aplicação (Application Programming Interface - API).

Embora tenha sido dito que o Google Checkout rivalizaria com o serviço PayPal, do gigante do comércio eletrônico eBay, o serviço do Google na verdade tem uma abrangência maior, disse Weiner.

“O PayPal não tem o mecanismo de busca e a plataforma de anúncios do Google”, aponta o analista.

O PayPal pode até se tornar uma das opções de pagamento do Google Checkout, segundo Salar Kamangar, vice-presidente de gerenciamento de produtos do  Google.

“Isto tem a ver com o processo de compra. Não estamos tentando criar novas formas de pagamento ou mudar a forma como os pagamentos são feitos na web”, disse ele.

O Google já forneceu informações sobre o novo serviço ao eBay, mas ainda não há nada a ser anunciado neste momento sobre esforços de integração, disse Kamangar.

Para o Google, o novo sistema abre uma potencial fonte sólida e recorrente de receita que não depende dos anúncios, mas sim do comércio eletrônico, disse Weiner.

O anúncio, portanto, deverá ser música para os ouvidos dos investidores, muitos dos quais se preocupam com a confiança depositada pelo Google somente na busca patrocinada, segundo o analista.

Para que a estratégia tenha sucesso, o Google terá que construir uma relação de confiança com os usuários como provedor de transações financeiras, afirmou Weiner. A parceria  com o Citibank deve oferecer uma importante contribuição neste sentido, segundo o analista.

*Juan Carlos Perez é editor do IDG News Service, em Miami.

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