Home > Notícias

Microsoft nega que WGA vai desativar cópias piratas do Windows XP

Apesar disso, empresa alerta que Windows Vista terá controle mais rígido de uso de licenças de volume

Por Eric Lai, para o IDG Now!*

03/07/2006 às 11h06

Foto:

Apesar disso, empresa alerta que Windows Vista terá controle mais rígido de uso de licenças de volume

A Microsoft negou na sexta-feira (30/06) as especulações de que planeja desativar as cópias do Windows XP dos usuários que se recusarem a instalar a controversa ferramenta de verificação de autenticidade Windows Genuine Advantage (WGA).

Mas a empresa confirmou que para o Windows Vista, próxima versão do seu sistema operacional, as empresas terão que ativar o software para prevenir o uso irregular das cópias de licenças de volume, forma mais comum de pirataria do Windows.

Um blogueiro da ZDNet.com repotou no início dessa semana uma conversa entre um usuário do Windows e um funcionário da Microsoft que teria lhe dito que usuários que se recusassem a instalar o WGA teriam até 30 dias para que seu computador parasse de funcionar. Na ocasião, a Microsoft não negou o fato, mas agora parece ter adotado outro tom.

“Não, as tecnologias antipirataria da Microsoft não vão desligar seu computador”, disse um porta-voz da agência de comunicação da empresa nos Estados Unidos. Mas acrescentou: “O jogo está mudando para os falsificadores. No Windows Vista, estamos tornando notavelmente mais difícil e menos atrativo o uso de software falsificado, e vamos trabalhar para fazer desta uma experiência consistente em versões anteriores do Windows também”, disse ele.

Segundo o porta-voz, 80% dos erros de validação no WGA ocorrem pelo vazamento e uso indevido de licenças corporativas.

Como estas licenças utilizam uma mesma chave alfa-numérica para ativar centenas de cópias de uma só vez, é comum que estas senhas acabem circulando na internet e sendo mal-utilizadas.

Quando os clientes de volume migrarem para o Vista, terão que rodar uma aplicação chamada Key Management Service para saber quantas cópias estão sendo instaladas, segundo a Microsoft. A medida, ao contrário do que se possa pensar, deve ser bem recebida pelas empresas, que na maioria das vezes têm o interesse de evitar problemas de licenciamento.

Quanto ao software de controle à pirataria para o público em geral, o WGA, a Microsoft ainda deverá enfrentar alguns problemas. No início da última semana, foi aberto nos Estados Unidos um processo contra a empresa pelo uso da ferramenta antipirataria, introduzida em julho de 2005.

O programa coleta dados do hardware e do software e os envia para os servidores da Microsoft. A informação armazenada é usada então para verificar possíveis violações à propriedade intelectual.

A controvérsia acerca do programa se intensificou no início do mês de junho, quando a Microsoft começou a distribuí-la como se fosse uma atualização mensal. Depois de instalado no PC, o software exibe notificações de que a cópia utilizada não é legítima. Diante das reclamações dos usuários, a Microsoft mudou a periodicidade das checagens para base quinzenal.
 
Ainda assim, a empresa é acusada de espionar os computadores dos usuários e já estão disponíveis na web ferramentas para remover do PC o seu software de proteção.

*Eric Lai é editor do Computerworld, em Framingham

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail