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Cavalos-de-tróia dominam novas pragas no primeiro semestre

Pragas que buscam dinheiro e dados após infecção crescem quatro vezes mais que os vírus no período e ilustram novo perfil nos ataques

Por Redação do IDG Now!

05/07/2006 às 11h50

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Pragas que buscam dinheiro e dados após infecção crescem quatro vezes mais que os vírus no período e ilustram novo perfil nos ataques

O perfil de ataques a sistemas em larga escala tem sido substituído por ameaças pontuais que buscam o dinheiro dos usuários, durante o primeiro semestre de 2006.

Esta é a principal conclusão do estudo Security Threat Management Report, conduzido pela empresa de segurança Sophos, que aponta que, nos seis primeiros meses do ano, foram detectados quatro vezes mais novos cavalos-de-tróia do que vírus - 82% contra 18% de todas as pragas registradas.

A mudança nos ataques é ilustrada também pela queda vertiginosa no número de e-mails detectados que circulam com vírus anexados. Enquanto a relação no semestre anterior foi de uma mensagem para cada 35 e-mails, o número caiu para uma a cada 91 e-mails em 2006.

A lista com os vírus mais ativos também comprova o fraco desenvolvimento de novas pragas do tipo. O vírus Sober, criado em novembro de 2005, aparece no topo do ranking com 22,4% das infecções do período, seguido pelo Netsky, com 12,2%, e pelo Zafi, 8,9%, criados nos meses de março e junho de 2004, respectivamente.

O aumento no número de cavalos-de-tróia nos últimos seis meses é acompanhado pela introdução de novas técnicas para ganhar dinheiro dos usuários, nota a Sophos, destacando o número de ações de ransomware, pragas que seqüestram arquivos e exigem dinheiro do usuário para devolvê-los, como o Ransom-A e o Zippo.

Com o volume de pragas detectadas pela empresa de segurança no sistema Windows, a Sophos adverte que usuários domésticos preocupados com segurança digital podem "considerar a mudança para o sistema Mac OS X", da Apple.

Mesmo que o primeiro malware para o sistema operacional da Apple tenha sido detectado em fevereiro deste ano, a Sophos afirma que os hackers continuam "felizes" em atacar o Windows e não deverão se concentrar em outras plataformas.

"Parece que (a linha) Macintosh continuará a ser um lugar seguro para usuários de computadores ainda por algum tempo", diz o estudo.

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