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Vírus de computador chega ao número 200 mil, diz McAfee

Mesmo com mudança dos ataques, que agora visam a dinheiro, número de vírus deverá dobrar em apenas dois anos

Por Robert McMillan, para o IDG Now!*

06/07/2006 às 13h05

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Mesmo com mudança dos ataques, que agora visam a dinheiro, número de vírus deverá dobrar em apenas dois anos

Mesmo que a infecção em massa de vírus seja coisa do passado, a quantidade total de pragas sendo escritas está aumentando, de acordo com a McAfee.

Nesta terça-feira (05/07), a empresa de segurança adicionou à sua biblioteca de ameaças a entrada número 200 mil, e espera que o número total de pragas dobre em outros dois anos. Produtos de segurança, como os da McAfee, usam estas definições como impressões digitais para determinar quais softwares devem ou não rodar no PC do usuário.

Depois de um certo festejo sobre seus esforços, hackers que escrevem vírus gastaram os últimos anos criando mais software do que antes, disse Jimmy Kuo, pesquisador do Avert Labs, da McAfee.

Entre 1999 e 2002, o banco de dados da McAfee ficou perto das 50 mil definições, mas, desde lá, o número de diferentes worms e vírus em criação sofreu um pulo, disso ele.

Ao mesmo tempo, o número de sérios ataques em massa caiu substancialmente. Em 2004, a McAfee contou 48 vírus com severidade de nível médio. Em 2005, este número caiu para 12. Neste ano, ainda não foi registrado nenhum.

Estas tendências refletem o crescimento e a popularização da cultura hacker que não busca mais a fama que acompanha vírus destrutivos. Ao invés do glamour, hackers querem dinheiro, disse Kuo.

"Existem atualmente hackers que podem ser contratados para campanhas de phishing e spam", declarou. "Quando você cria um incidente, a polícia reage e procura por você", acrescentou. "Então os caras maldosos não criam mais este tipo de incidentes".

A McAfee pode ter anunciado que descobriu um grande número de definições de vírus, mas existe um fator que freia toda essa euforia: computadores mais seguros.

Existem atualmente mais assinaturas de antivírus do que a média de arquivos em um PC padrão, de acordo com Andrew Jaquit, analista do Yankee Group. "A indústria está criando coletivamente sob toda esta nova ameaça", disse.

Com suas 200 mil definições, o software da McAfee causará alguns problemas em alguns computadores, admitiu Kuo. "Estas empresas que ainda têm micros antigos, basicamente param de atualizar suas definições de vírus depois de um tempo", revelou. "Se você tem um programa em uma máquina de 1998, o antivírus não vai funcionar nada bem".

Mas mesmo que novas técnicas antivírus baseadas em comportamento comecem a ganhar destaque na identificação de vírus, as definições não desaparecerão por que têm um importante papel na limpeza de sistemas que já foram comprometidos, segundo Kuo.

"Em termos de prevenção, você pode confiar mais nas técnicas baseadas em comportamento. Mas, depois que foi atingido por um vírus, algo que você precisará é de definições".

*Robert McMillan é editor do IDG News Service, em São Francisco.

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