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Gestão é a lei

Software de ERP para o setor jurídico permite ao escritório Parluto Advogados controlar o volume de trabalho e aumentar o faturamento

Alice Sosnowski

12/07/2006 às 10h41

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Software de ERP para o setor jurídico permite ao escritório Parluto Advogados controlar o volume de trabalho e aumentar o faturamento

Com o objetivo de acompanhar a tendência de mercado de cobrar serviços jurídicos por hora e com dificuldades em manter o controle do trabalho de seus funcionários, o escritório Parluto Advogados implementou em fevereiro deste ano o software de gestão da Lawsoft Desenvolvimento de Sistemas, com resultados imediatos.

Logo após a implementação, as diversas planilhas Excel em uso até então foram trocadas por um sistema de cronometragem do tempo na tela do computador. O controle das horas ficou mais preciso e gerou reflexos na área financeira da empresa. “O faturamento dos processos cobrados por hora aumentou 20% já no primeiro mês”, contabiliza Marcelo Parluto, diretor do escritório.

Além do controle de horas, o sistema ERP (Enterprise Resource Planning) Law Office permite a administração da agenda e o gerenciamento financeiro e de processos. Desenvolvido especialmente para a área jurídica, ele pode gerar relatórios de rentabilidade por caso, cliente ou área do escritório. “O sistema busca atender ao mercado jurídico, carente de soluções de tecnologia”, explica Ângelo Caldeira Ribeiro, sócio da Lawsoft.

Uma pesquisa realizada com 300 escritórios pelo Imep (Instituto de Marketing e Pesquisas) aponta que 45% deles não têm qualquer tipo de software de gestão e controlam suas atividades por meio de fichas e planilhas. “Foi a partir desta oportunidade que desenvolvemos um software voltado para escritórios de advocacia”, diz Ribeiro. Os custos com a implementação do software dependem do tamanho e da demanda do escritório e incluem manutenção e atualização do sistema.
 
No caso da Parluto  Advogados, foram gastos 30 mil reais entre software e hardware, o que inclui, além de 15 computadores, um servidor dedicado para armazenar o banco de dados com informações  administrativas e jurídicas da empresa. Apesar de não estar com os processos totalmente digitalizados, é possível conferir petições ou recursos de apelação a partir do sistema. No futuro próximo, o objetivo é investir no uso de handhelds. “O advogado poderá ir a um fórum e inserir os dados pesquisados eletronicamente. Isso economizará tempo e o trabalho de copiar tudo em papel e passar para um computador depois”, explica Parluto.

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