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Cerca de 60 milhões de Windows XP são piratas, diz Microsoft

Dos 300 milhões de computadores que instalaram o software antipirataria da empresa (chamado de WGA), 20% tinham uma cópia ilegal

Por Eric Lai, para o IDG Now!*

27/07/2006 às 11h31

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Dos 300 milhões de computadores que instalaram o software antipirataria da empresa (chamado de WGA), 20% tinham uma cópia ilegal

Sob acusações de que o Windows Genuine Advantage (WGA) identifica erroneamente cópias genuínas do Windows XP como pirateadas, a Microsoft tomou a decisão pouco comum na última semana de divulgar estatísticas sobre a efetividade do programa pela primeira vez em um blog da Rede de Desenvolvedores Microsoft.

De acordo com informações publicadas por Alex Kochis, diretor de licenças do time do WGA, cerca de 60 milhões de PCs em todo o mundo falharam na validação da ferramenta que verifica violações na política licenças da Microsoft de alguma maneira.

A maioria dos anúncios de "falsos positivos" do WGA "era provenientes de dados erroneamente computados que foram rapidamente corrigidos e apenas ocorreram por um curto período de tempo", escreveu Kochis. O diretor afirmou que apenas "uma fração de porcentagem" dos 60 milhões de cópias taxadas de ilegal era na verdade genuínas.

Ao se considerar o número de usuários do Windows XP (a ferramenta foi instalada em 300 milhões de computadores com o sistema da Microsoft), a fração de porcentagem poderia ainda representar que centenas de milhares de cópias genuínas do sistema foram indicadas como piratas.

Desde abril, quando a Microsoft integrou ao seu programa WGA a ferramenta que rastreava o PC do usuário, o pequeno aplicativo virou alvo de reclamações de usuários alegando que suas cópias legais do Windows falharam a passar pelo WGA.

De acordo com Kochis, 20% dos trezentos milhões de cópias do Windows XP que participaram do programa WGA eram apontadas como falsas.

"Em muitos destes outros cenários, o usuário do sistema tem conhecimento de que o aplicativo não é genuíno ou não está propriamente licenciado", disse Kochis.

Cerca de 80% destas falhas, ou 48 milhões, é resultado de roubos em volume de licenças do Windows, de acordo com Kochis. Para aumentar a conveniência, grandes clientes da Microsoft, como corporações ou escolas, ganham uma única chave de licença que poderá ser usada para instalar o Windows XP em múltiplas máquinas. Tais chaves podem ter sido roubadas e redistribuídas pela internet.

"Uma chave de licença de uma universidade norte-americana acabou em milhões de computadores na China, por exemplo", escreveu. Por este motivo, a Microsoft planeja restringir ainda mais a distribuição de licenças para seu próximo sistema operacional, o Windows Vista.

A Microsoft já tinha se recusado a oferecer detalhes sobre as 12 milhões de cópias do Windows XP restantes que não passaram pelo WGA.

De acordo com Kochis, estas 12 milhões de falhas envolvem, em sua maioria, "uma mistura de outros tipos de contrapartida e pirataria, incluindo diversas ações hackers e outras formas de instalar cópias não licenciadas”.

Em certas ocasiões, pessoas tentam hackear a Ativação de Produto do Windows (constantemente, sem muito sucesso) e, outras vezes, tenta-se modificar arquivos para prevenir que o Windows XP não se ative, disse ele.

Kochis relata que conhece "algumas falhas" com cópias genuínas de Windows XP que são instaladas impropriamente. Tais atividades "resultarão em falhas na validação do WGA, como deveriam", escreveu.

Mas Kochis também revelou que existe um número de outros cenários "que poderiam resultar em uma falha na validação WGA que poderia surpreender ou ser negada pelo usuário".

Tais falhas resultam da falta de conhecimento de clientes sobre lojas que ilegalmente usam diversas vezes a mesma chave de licença do Windows na venda ou conserto de diversas máquinas, usuários que compartilham suas cópias com amigos e conhecidos ou aqueles que usam a mesma chave em mais do que um PC por vez.

 Sob a política de licenciamento da Microsoft, usuários que compraram um PC da HP ou da Dell com o Windows XP pré-instalado tipicamente possui uma licença de revenda que proíbe a instalação do sistema em outro micro - mesmo que a primeira máquina não esteja mais funcionando.

E isto não é do conhecimento de muitos usuários que reclamam sobre a ação do WGA.

Esta impossibilidade é parte da política da Microsoft para que usuários comprem uma cópia original do Windows XP no varejo para novos computadores. O Windows XP Professional custa, em média, 699 reais, segundo preço sugerido pela Microsoft Brasil.

Kochis disse que a Microsoft investiga todas as "reclamações com credibilidade" de cópias genuínas do Windows XP que falhem sob o WGA.

"O software se comportou como esperado e a grande maioria dos 'falsos positivos' veio de enganos na instalação do sistema, com o usuário se negando a acreditar nisto", escreveu.

Enquanto instalar e rodar o WGA é tecnicamente opcional para usuários do Windows, usuários reclamaram sobre sua apresentação como uma atualização de segurança considerada "crítica".

*Eric Lai é editor do ComputerWorld, em Framingham

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