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Intel lança Core 2 Duo para desktops

Novo Core 2 Duo combina bom desempenho com baixo consumo de energia pelo mesmo preço de um Pentium 4 de mesma categoria

Mário Nagano

02/08/2006 às 20h01

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Novo Core 2 Duo combina bom desempenho com baixo consumo de energia pelo mesmo preço de um Pentium 4 de mesma categoria
 
"O Mundo do PC acaba de mudar". Com essa afirmação, Ricardo Carreon, diretor geral da Intel para a América Latina, resumiu seu discurso durante o lançamento do Core 2 Duo, versão para desktops da nova família de processadores Core que também fazem parte o Woodcrest - para servidores - e o Meron que substituirá o atual chip Core Duo (Yonah) na plataforma Centrino Duo.
 
Baseado no processo de fabricação de 65nm, o Core 2 Duo é um dos chips para desktops mais velozes e um dos mais festejados que a empresa já anunciou nos últimos anos, deixando para trás anos de acirrada competição tecnológica com a AMD, ocasionalmente amargando um segundo lugar nos comparativos.
 
Segundo testes publicados pela PC WORLD americana, um sistema baseado no Core 2 Extreme X6800 foi de 15 a 17 % mais veloz que o Athlon 64 FX-62. A empresa afirma que o novo chip é pelo menos 40 % mais veloz que o Pentium 4 de mesma categoria.
 
A Intel também declarou que o Core 2 Duo já conta com mais de 550 produtos homologados, sendo 17 deles só no Brasil. O maior lançamento simultâneo desse tipo da história da empresa.
 
Dentre as empresas locais que já anunciaram seus projetos baseados no Core 2 Duo, estão a HP, Dell, Itautec, Novadata, Semp Toshiba e vários integradores apoiados pela Intel como a Accept, Bitshop, CCE, CTIS, Epcom, Ibracomp, Leadertech, Login, Megaware, Novadata, Positivo, Preview, e Sinco.
 
A previsão é que as primeiras configurações cheguem ao mercado nas próximas seis semanas com preços que podem variar de 2.500 a 10 mil reais.
 
Além disso, a Digitron já anunciou sua primeira placa-mãe nacional para Core 2 Duo, a GA-945GM-52, que deverá estar nas lojas até o final deste mês pelo preço sugerido de 350 reais. Com isso, abre-se espaço para que outras empresas comecem a desenvolver seus produtos com o novo chip.
 
Os preços sugeridos para lotes de mil peças desses novos chips são os seguintes:
 
Core 2 Duo E6700: 530 dólares
Core 2 Duo E6600: 316 dólares
Core 2 Duo E6400: 224 dólares
Core 2 Duo E6300: 183 dólares
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A Intel também anunciou o Core 2 Extreme X6800 de 2,93 GHz, FSB 1.066MHz e 4MB de L2, um chip de alto desempenho e sem trava de clock para entusiastas e gamers. O produto custará 999 dólares, o mesmo preço de lançamento do último Pentium Extreme Edition que rodava a 3,73 GHz.
 
Fora isso, a empresa anunciou também a nova versão móvel do Core 2 Duo (codinome Meron) que irá substituir o atual Core Duo (codinome Yonah) usado na atual plataforma Centrino Duo, lançado em março desse ano. Serão cinco modelos de 1,66 GHz a 2,33 GHz com FSB de 667 MHz e 4 MB de cache L2 com preços que variam de 183 a 530 dólares.
 
A previsão é que os primeiros notebooks com o novo chip devam chegar ao mercado em meados de outubro.
 
Segundo Elber Mazzaro, diretor de Marketing da Intel para o Brasil, o Core 2 Duo ocupará o topo da linha de produtos da empresa, empurrando para baixo os preços dos processadores Pentium D e Pentium 4 HT.
 
Esse anúncio levantou uma questão sobre o papel do Celeron no mercado, já que a Intel afirmou em várias oportunidades que o Celeron não teria uma versão Dual Core, mas Mazzaro foi reticente em afirmar se o Celeron poderia herdar a tecnologia HT (Hyper-Threading) dos Pentium 4.
 
O executivo afirmou que a Intel irá manter a linha Pentium em produção enquanto houver demanda do mercado, ou seja, o fim dessa linha deve ocorrer no momento em que o preço do Core 2 Duo esteja igual ou menor que o Pentium de mesma categoria.
 
Com relação à vantagem tecnológica em relação à AMD, Mazzaro comentou que a Intel está vivendo um ótimo momento em sua história, já que conseguiu consolidar suas três principais linhas de plataformas (servidores, desktops e portáteis) sob uma única microarquitetura, o que dinamiza o desenvolvimento de novos produtos, ao ponto de poder apresentar ao mercado uma plataforma completamente renovada cada dois anos, contra quatro do sistema passado.
 
Na opinião de Oscar Clarke, gerente geral da Intel para o Brasil, esse novo ritmo de desenvolvimento permitirá que a Intel fique sempre um passo à frente da concorrência.
 
Ainda dentro da estratégia de simplificação de linhas, estaria a venda da divisão de processadores XScale para a Marvell. Segundo Mazzaro, apesar de ser um ótimo produto, o XScale era um produto alienígena para a Intel, já que ela herdou esse produto durante a aquisição da Digital (na época chamado de Strong ARM) e que foi decisão da empresa concentrar seu foco na plataforma x86 (o XScale é um chip RISC).
 
Isso significa que a Intel está fora do mercado de chips para pequenos dispositivos móveis? Não necessariamente. Uma possibilidade é que a microarquitatura do Pentium 4 ou mesmo do Celeron possa ser adaptada para uma versão de baixo consumo de energia, permitindo assim que possa ser usado em handhelds e smartphones. Vamos esperar.

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