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AOL publica dados sobre buscas realizadas por usuários na web

Página cacheada pelo Google trazia dados de cerca de 19 milhões de buscas na web, feitas por 658 mil usuários, entre março e maio

Por Jeremy Kirk, para o IDG Now!*

07/08/2006 às 10h44

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Página cacheada pelo Google trazia dados de cerca de 19 milhões de buscas na web, feitas por 658 mil usuários, entre março e maio

A América Online (AOL) aparentemente liberou detalhes de buscas em internet realizadas em um período de três meses por centenas de milhares de seus assinantes, levantando preocupações quanto à privacidade.

Os dados, aparentemente disponíveis para propósitos de pesquisa, não estão mais no ar no endereço http://research.aol.com, mas detalhes do material foram citados pelo blog de tecnologia Techcrunch, e a página citada por ele foi cacheada pelo mecanismo de busca do Google.

A página cacheada trazia dados de cerca de 19 milhões de buscas na web, feitas por 658 mil usuários, entre março e maio deste ano. A página alertava sobre a linguagem sexualmente explícita de algumas consultas e dizia sobre os dados: “Esta coleção é distribuída apenas para uso em pesquisas não-comerciais”. A página continha um link para uma cópia compactada do arquivo.

A página pedia aos pesquisadores que usassem os dados para citar um estudo chamado "A Picture of Search" (Uma fotografia da Busca), baseado nos dados, que nomeia dois empregados da AOL como co-autores. O estudo ainda estava disponível para download até o fechamento desta matéria.

Representantes da AOL em Londres disseram estar cientes do fato nesta segunda-feira (07/08) e afirmaram não ter comentários a fazer sobre a questão, indicando porta-vozes nos Estados Unidos para comentar o assunto.

A divulgação destes dados traz sérias preocupações com a privacidade. Grandes empresas do mercado de buscas, incluindo o Google, lutaram na Justiça durante o ano passado para não divulgar dados similares ao governo norte-americano.

O governo queria os dados para checar a efetividade de uma lei que tem como objetivo proteger os menores de acessar conteúdos danosos.

Em janeiro, o governo pediu uma moção na Justiça para garantir que o Google cumprisse com a sua intimação e entregasse uma amostra aleatória de 1 milhão de sites indexados no mecanismo. Além disso, exigia que a empresa entregasse um relatório das buscas realizadas durante uma semana específica. A AOL, o Yahoo e a Microsoft receberam intimações similares e as atenderam, em graus variados.

*Jeremy Kirk é editor do IDG News Service, em Londres.

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