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Corte Suíça extingue processo contra IBM por colaboração com nazismo

Associação que reúne comunidades judaicas e ciganas vítimas do holocausto perde definitivamente o processo movido contra a IBM

Por Camila Fusco, repórter do Computer World

18/08/2006 às 11h37

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Associação que reúne comunidades judaicas e ciganas vítimas do holocausto perde definitivamente o processo movido contra a IBM

O processo movido pela Gypsy International Recognition and Compensation Action (Girca) contra a IBM por cooperação com o regime nazista – com o fornecimento de equipamentos – foi extinto na Suprema Corte Suíça por prescrição.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (17/08) por Henri-Philippe Sambuc, advogado da organização, que reúne comunidades judaicas e ciganas vítimas do holocausto. A notificação sobre a prescrição foi recebida pela Girca também nesta quinta-feira.

Segundo o documento, o detalhamento legal sobre a decisão da Suprema Corte será divulgado em algumas semanas. A determinação encerra de vez a disputa judicial entre a organização e a IBM antes mesmo do estudo do mérito do caso.

“No entanto, isso [decisão] não vai silenciar as vozes daqueles que, vítimas dos crimes contra a humanidade, decidiram processar perante as Cortes civis as companhias que garantiram a eles [nazistas] a ajuda logística para seus crimes”, complementa o grupo no comunicado.

A extinção definitiva do processo segue os indícios divulgados no início deste ano. Em março, o Tribunal de Primeira Instância de Genebra havia declarado a prescrição do processo, mas a Girca recorreu.

As primeiras acusações do grupo contra a IBM sobre nazismo foram consolidadas em um processo iniciado em 31 de janeiro de 2002, com o propósito de que as Cortes suíças reconhecessem a cumplicidade da empresa com crimes contra a humanidade no período da Segunda Guerra Mundial. A ação exigia o pagamento de indenizações de 15 bilhões de dólares para as comunidades judaicas e ciganas vítimas do holocausto.

Em janeiro do ano passado, a Suprema Corte da Suíça negou o apelo feito pela IBM para que a capital Genebra não fosse o local de jurisdição para o processo movido pelo grupo, conforme havia determinado a Corte de Justiça do município. A Suprema Corte declarou que a Corte de Justiça tinha elementos suficientes para avaliar as atividades da IBM naquela capital durante os anos de 1933 e 1945, assim como possíveis atos de cumplicidade com o governo nazista.

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