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Relatório lista mais de 1,2 mil comunidades de pedofilia no Orkut

Relatório que será entregue ao Congresso dos Estados Unidos lista mais de 3 mil perfis e 1,2 mil comunidades ligadas à pedofilia

Por Ralphe Manzoni Jr., editor executivo do IDG Now!

23/08/2006 às 10h11

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Relatório que será entregue ao Congresso dos Estados Unidos lista mais de 3 mil perfis e 1,2 mil comunidades ligadas à pedofilia

O relatório produzido pela organização não-governamental Safernet que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmera envia hoje (22/08) ao Congresso norte-americano conta com imagens chocantes de pornografia infantil no Orkut.

Foram identificados pela Safernet, e constam do relatório, mais 3 mil perfis e mais de 1,2 mil comunidades ligadas à pornografia infantil. Deste total, há indícios de crime em 57% delas.

Desde que começou o trabalho, em janeiro deste ano, a Safernet já recebeu mais de 105 mil denúncias de crimes praticados na internet, que vão de pornografia infantil, apologia e incitação a crimes até racismo, intolerância religiosa, homofobia e xenofobia.

Deste total, mais de 100 mil denúncias envolvem a crimes praticados na rede social Orkut, que pertence ao Google.

De acordo Thiago Tavares, presidente da Safernet, a pornografia infantil é o principal crime praticado na web brasileira.

Segundo ele, os pedófilos brasileiros estão usando a internet para troca e difusão de material ilegal envolvendo crianças, para aliciar crianças e para formar de quadrilhas.

Existe, de acordo com o presidente da Safernet, material pornográfico em abundância no Orkut, como fotos, desenhos e textos fazendo apologia e incitação à prática de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

“Só há duas formas de combater essa prática: prevenção e educação”, declarou Tavares, durante coletiva de imprensa, na qual o Ministério Público Federal de São Paulo abriu Ação Civil Pública contra o Google Brasil.

Tavares lembrou que nos termos de serviços do Orkut está escrito que ele só pode ser usado por maiores de 18 anos, mas que a própria empresa não fiscaliza o cumprimento dos termos de serviço.

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