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Novo navegador promete privacidade online total para usuário

Oferecido apenas para Windows, Browzar alega proteger usuários ao não guardar histórico, cookies e dados pessoais inseridos no browser

Por China Martens, para o IDG Now!*

01/09/2006 às 14h59

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Oferecido apenas para Windows, Browzar alega proteger usuários ao não guardar histórico, cookies e dados pessoais inseridos no browser

O mais recente concorrente a entrar no animado mercado de navegadores de internet é apropriadamente chamado de Browzar, uma ferramenta especialmente desenvolvida para proteger a privacidade dos usuários ao não reter dados dos sites acessados.

A maioria dos navegadores, como o Internet Explorer, da Microsoft, automaticamente salva as buscas no cache e no Histórico. Usuários não contam com uma opção para deletar a pasta de rastros ou esvaziar o cache de internet, mas muitas pessoas também não saberiam o porquê da decisão, deixando um rastro de onde estiveram com o browser.

O Browzar foi oficialmente lançado nesta quinta-feira (31/08) e já pode ser baixado gratuitamente do seu site na internet, sem a necessidade de registro por parte do usuário.

O Browzar automaticamente deleta o cache, histórico, cookies e formulários já preenchidos. A inserção automática de texto em formulários é uma função que antecipa o termo buscado ou endereço online que o usuário pode encontrar ao confiar em informações anteriormente inseridas no navegador.

O navegador é fruto do trabalho de Ajaz Ahmed, o homem responsável pelo Freeserve, o primeiro provedor de internet britânico a oferece acesso à web de graça aos seus clientes. Ele vendeu o Freeserver, que se tornou rapidamente o maior provedor do país, para a França Telecom em 2001 por 3 bilhões de dólares.

"Privacidade está se tornando uma grande questão", disse Ahmed, citando a recente publicação de mais de 20 milhões de termos buscados por usuários da AOL. "O caso da AOL ilustra o problema de que alguns dos usuários estão fazendo pesquisas de caráter essencialmente pessoal".

A página do Browzar contém histórias de usuários que descobriram fatos que não saberiam sobre seus amigos ou parentes pelas funções de histórico ou preenchimento automático do seu navegador ou tiveram dados pessoais revelados a outros usuários. Ahmed exemplifica o fato com a estatística que 35% das pessoas usando sites de encontros são casadas.

O navegador, que tem apenas 264 KB, está disponível para Windows e Ahmed afirma planejar versões para Mac OS e Linux. O Browzar está em testes atualmente e deverá entrar na sua versão final no próximo mês, com funções como barra de buscas integradas ao sistema de links patrocinados do Yahoo! Search Marketing, graças a um acordo comercial.

O Browzar não limite as habilidades dos agentes da lei para rastrear o comportamento online de indivíduos. "Não faremos com que as pessoas se tornem invisíveis na web. O navegador é uma ferramenta de privacidade para seu desktop", disse. "Agentes federais ainda podem ir aos provedores de internet se quiserem".

*China Martens é repórter do IDG News Service, em Boston

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