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CPqD e LG criam processo para reciclar baterias de celular no Brasil

LG investe R$ 1 milhão no primeiro processo industrial de reciclagem de baterias de celulares do País

Por Daniela Braun, editora do IDG Now!

22/09/2006 às 15h04

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LG investe R$ 1 milhão no primeiro processo industrial de reciclagem de baterias de celulares do País

Em abril de 2007, entra em prática o primeiro processo industrial de reciclagem de baterias de celulares no Brasil.

O processo de reciclagem de baterias de íon-lithium - as mais usadas no mercado - resulta de 18 meses de pesquisa laboratorial pelo CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), em Campinas (SP), em conjunto com a LG Electronics.

A fabricante de celulares investiu 1 milhão de reais na pesquisa de reciclagem com incentivos da Lei de Informática e deu entrada nos processos de patente do projeto junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

"A idéia é terceirizarmos o processo com uma empresa especializada e vendermos o projeto a outros fabricantes de aparelhos", conta Ciro Hernandes, gerente geral de pesquisa e desenvolvimento da LG.

Atualmente, as baterias de celular coletadas em revendas de aparelhos e lojas de operadoras, são levadas a um aterro, mas não passam por um processo de reciclagem. "As baterias passam por um rolo compressor, o resíduo é embalado em sacos especiais e encaminhado a um aterro", explica Hernandes.

O processo de aterramento, entretanto, pode tornar-se um problema diante do potencial de baterias que serão descartadas nos próximos anos. Estima-se que todos os anos, sejam descartados cerca de 20% dos mais de 94 milhões de aparelhos celulares que circulam no País. A média de duração de uma bateria é de dois anos, segundo a LG.

O processo de reciclagem desenvolvido pelo CPqD envolve a separação de todos os componentes da bateria de íon-lithium como em um sistema de coleta seletiva, evitando o depósito de resíduos no meio ambiente.

"São separados os plásticos (poliméricos) da carcaça da bateria, as partes metálicas (alumínio e cobre) e depois o material ativo (cobalto e lithium, basicamente) e cada um reciclado individualmente", explica o gerente de pesquisas da LG.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Maria do Rosário Hurtado, da diretoria de Laboratórios e Infra-Estrutura de Redes do CPqD, a metodologia ainda se destaca pelo baixo custo dos processos envolvidos e pelo baixo consumo de energia elétrica. "No processo de reaproveitamento, geralmente, 70% do material é novo e 30% reciclado", detalha Hurtado.

A LG ainda estuda a criação de uma campanha de conscientização do consumidor para incentivar a entrega de baterias antigas em postos de coleta.

A ampliação do processo de reciclagem a baterias de noteooks e PDAs também pode entrar nos planos da empresa.

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