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Intel anuncia parcerias para fabricação local de equipamentos WiMax

Parcerias com o CPqD e com as empresas Proxim Wireless e Parks prevê fabricação local de equipamentos de telecomunicações baseados na tecnologia WiMax na freqüência 3,5 GHz

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*

04/10/2006 às 11h39

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Parcerias com o CPqD e com as empresas Proxim Wireless e Parks prevê fabricação local de equipamentos de telecomunicações baseados na tecnologia WiMax na freqüência 3,5 GHz

A Intel anunciou nesta terça-feira (03/10), durante a Futurecom 2006, parcerias com o CPqD e com as empresas Proxim Wireless e Parks para a fabricação local de equipamentos de telecomunicações baseados na tecnologia WiMax na freqüência 3,5 GHz.

A parceria prevê esforços conjuntos para a fabricação nacional de estações rádio-base (ERB-WiMax) e CPEs (Constumer Premises). A Proxim, empresa norte-americana especializada em redes sem-fio, licenciará sua tecnologia ao CPqD, que será responsável pelos projeto de pesquisa, desenvolvimento e adaptação do modelo às necessidades brasileiras.

A instituição, por sua vez, licenciará o produto à brasileira Parks, que utilizará tecnologia Intel para chipsets. A fabricação acontecerá na fábrica da própria companhia - no distrito industrial de Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre (RS) – que também será encarregada da comercialização dos produtos.

A primeira fase, que começa neste mês, prevê a importação de equipamentos de WiMax disponíveis no mercado no mercado internacional e a prospecção comercial no Brasil. Os investimentos estimados são de 2,8 milhões de reais nesta etapa, informa Elaine Nucci, gerente de desenvolvimento de mercado WiMax da Intel para a América Latina. A verba, no entanto, será aplicada pela Parks, em estudos de mercado, prospecção de clientes e adequações tecnológicas.

“A estratégia tem a intenção de contribuir com a inovação no mercado de WiMax e a parceria com o CPqD permitirá economia de escala e custo, frente a outras ofertas”, enfatiza a executiva.

Nos meses de novembro e dezembro serão feitos estudos de absorção da tecnologia e o lançamento nacional está previsto para o primeiro trimestre de 2007. “Queremos atuar como agente inovador, promovendo o avanço da indústria nacional”, complementou Hélio Graciosa, presidente do CPqD.

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Embora o projeto neste momento não seja brasileiro, a expectativa é aumentar gradativamente o índice de nacionalização, segundo Paulo Renato Ketzer de Souza, diretor-presidente da companhia. “Se fossemos iniciar um projeto como esse hoje, perderíamos o timming. Mas o objetivo é a evolução para um modelo nacional”, explica.

Licitação travada, planos comprometidos

A expectativa da Parks é faturar 3 milhões de dólares no primeiro ano com a venda dos aparelhos. Os integrantes do grupo pretendem ainda utilizar os incentivos previstos na Lei de Informática para fomentar a produção dos equipamentos.

No entanto, os impasses da licitação da freqüência 3,5 GHz podem comprometer os planos do grupo, admite Hélio Graciosa, do CPqD. “Realmente se a licitação demorar muito, nossos planos podem mudar”, comenta.

Entretanto, os integrantes do grupo já têm planos futuros para novas freqüências. “Apesar de não termos projetos prontos, consideramos importante entrar posteriormente na freqüência de 5,8 GHz”, informa Graciosa.

Segundo estimativas apuradas pela Parks, o mercado brasileiro deverá consumir entre 5 e 7 mil estações rádio-base no ano de 2007.

*A repórter viajou a Florianópolis a convite da Juniper.

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