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Telefônica prepara terreno para oferta de TV em banda larga

Se conseguir participar do leilão e obter uma licença WiMax, a operadora consegue ampliar sua cobertura de rede com investimentos menores para oferecer o novo serviço

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD (*)

04/10/2006 às 11h42

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Se conseguir participar do leilão e obter uma licença WiMax, a operadora consegue ampliar sua cobertura de rede com investimentos menores para oferecer o novo serviço

A Telefônica já prepara o terreno para a oferta de TV por assinatura em banda larga, de preferência, com uma cobertura bem extensa, suportada pelo WiMax. “No Brasil, é necessário estabelecer um ambiente regulatório que promova nos mercados de acesso em banda larga e TV por assinatura o mesmo desenvolvimento observado na telefonia fixa e móvel”, defende Fernando Xavier Ferreira, presidente do grupo Telefônica no Brasil.

Durante palestra feita nesta terça-feira (03/10) na Futurecom, o executivo reforçou a opinião de que as operadoras fixas devem participar do leilão do WiMax. “Hoje as incumbents já competem em serviços avançados e convergentes com múltiplos atacantes”, afirma. Para reforçar o argumento de que a participação das fixas só iria aumentar a competição, o executivo citou números do Pyramid Research estimando que até 2010, os pacotes triple play (voz, dados e imagem, tudo em banda larga) devem crescer entre 12% e 30% em diversos países.

Isso resulta em uma disputa ainda melhor pelo acesso às residências dos usuários, a chamada última milha. Com a chegada do WiMax, esse acesso ficaria ainda mais barato. Outros números da mesma pesquisa do Pyramid revelam que o investimento para levar banda larga via WiMax nos subúrbios das grandes cidades pode ser até 9% menor do que via tecnologia Digital Subscriber Line (DSL). “Na área rural essa diferença se acentua, chegando a ser até 62% menor. Isso acaba resultando em benefícios para o usuário final”, defende Xavier.

O presidente da Telefônica também defende uma alternativa à licitação pura e simples. Para ele, a modalidade “beauty contest”, que leva em conta não só o maior preço a ser pago pela licença, mas também a cobertura da empresa, o modelo de negócios e os produtos que serão oferecidos. “A Espanha e o Japão são exemplos de países que adotaram o beauty contest para introduzir o WiMax com players novos e também os já estabelecidos”, conclui o executivo.

(*) A jornalista viajou a Florianópolis (SC) a convite da Nokia.

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