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Google negocia compra do You Tube por US$ 1,6 bilhão

Empresas negociam a aquisição, embora o processo esteja longe de estar completo e ainda possa ser desfeito, segundo o jornal The Wall Street Journal

Por Juan Carlos Perez, para o IDG Now!*

06/10/2006 às 15h32

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Empresas negociam a aquisição, embora o processo esteja longe de estar completo e ainda possa ser desfeito, segundo o jornal The Wall Street Journal

O Google está negociando a aquisição do You Tube por 1,6 bilhão de dólares, embora o processo esteja longe de estar encerrado e possa acabar desfeito, reportou o The Wall Street Journal nesta sexta-feira (06/10), citando uma fonte não-identificada familiar ao assunto.

O suposto interesse do Google no You Tube refletiria uma urgência da empresa de buscas em melhorar sua posição no ascendente mercado de vídeo online. A companhia entrou no mercado no início de 2005, época da fundação do You Tube. Mas até agora quem teve maior sucesso foi o estreante, e não o gigante das buscas.

Em setembro, o You Tube ficou com quase 46% de todas as visitas a sites de vídeo na web, enquanto a seção de vídeos da rede social MySpace.com ficou em segundo, com 21,2% do segmento, segundo a Hitwise. O Google Vídeo ficou apenas em terceiro, com 11%, seguido pelo MSN Video (6,8%) e pelo Yahoo Vídeo (5,6%). O You Tube, em uma típica abordagem das companhias estreantes, endereçou o mercado com agressividade, abrindo o serviço a quem quisesse publicar seus vídeos, sem nenhum custo. O site se tornou um fenômeno, em pouquíssimo tempo, e abraçou recursos como o uso de tags e compartilhamento, criando a mais popular comunidade de vídeos da web.

Neste meio tempo, o Google apostou em uma abordagem mais conservadora, exibindo apenas vídeos obtidos por meio de acordo formais com produtores profissionais. Consequentemente, muitos dos seus usuários tinham que pagar para assistir aos vídeos. Mais tarde, o site passou a permitir o upload de vídeos por usuários comuns, mas manteve um polícia de fiscalização das imagens submetidas. Só muito recentemente o serviço foi amplamente aberto, com recursos de tags e compartilhamento.

O Yahoo, a Microsoft e a AOL também estão se movimentando para alcançar o You Tube, adotando o mesmo modelo do estreante para tentar obter êxito. O motivo de todo este alvoroço é que a audiência dos sites de vídeo vem crescendo. O tráfego nos dez maiores sites de vídeo da web, entre fevereiro e março, aumentou 164%, o que, obviamente, atrai a atenção dos anunciantes responsáveis pela receita destas companhias de internet.

Por muitos anos, o vídeo online permaneceu como uma promessa frustrada, freado por preços altos de banda larga, baixa qualidade de imagem e relutância das redes de TV e produtoras de filme em colocar vídeos na web.

Com acesso mais amplo à banda larga, melhor qualidade nas imagens e empresas de conteúdo utilizando a web para divulgar seus vídeos, nos últimos 18 meses, contudo, o recurso ganhou massa crítica.

Nem o Google nem o You Tube responderam imediatamente à solicitação para comentar o assunto.

*Juan Carlos Perez é editor do IDG News Service, em Miami.

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