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NF-e impulsiona mercado de soluções tecnológicas

As cifras para o desenvolvimento dos projetos-pilotos nas empresas chegaram a 3 milhões de reais e incluem além dos softwares de emissão da NF-e, a integração com os ERPs das companhias

Por Alice Sosnowski

17/10/2006 às 11h29

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As cifras para o desenvolvimento dos projetos-pilotos nas empresas
chegaram a 3 milhões de reais e incluem além dos softwares de emissão
da NF-e, a integração com os ERPs das companhias

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Um novo mercado de soluções tecnológicas se abre com a adoção da nota fiscal eletrônica. Estima-se que se gastará apenas em consultoria nas grandes companhias cerca de 700 milhões de reais até o final de 2007. E as empresas de tecnologia já agem para tomar a maior fatia possível neste bolo.

A Mastersaf, que está há 18 anos no mercado de soluções fiscais e tributárias, participa do projeto piloto das secretarias estaduais com três grandes empresas – Sadia, Ford e Usiminas. A consultoria tributária Alliance participa do projeto com a Toyota do Brasil. E grandes empresas como Microsoft e SAP também se movimentam para atender o mercado.

As cifras para o desenvolvimento dos projetos-pilotos nas empresas chegaram a 3 milhões de reais e incluem além dos softwares de emissão da NF-e, a integração com os ERPs das companhias. Na Toyota do Brasil, por exemplo, a operação começou a ser estudada em janeiro e só foi efetivamente implementada em junho, envolvendo além dos consultores e técnicos da Alliance, os departamentos fiscal, comercial e logístico da empresa. Ao todo, foram mais de 10 pessoas trabalhando diretamente no projeto e um investimento em torno de 2 milhões de reais.

Se para as grandes empresas o processo é lento, caro e envolve mudanças nos processos de gestão, para as médias e pequenas a transição da nota em papel para o meio eletrônico é ainda mais drástico. “A tecnologia é apenas um apêndice. As empresas, de qualquer porte, devem se preocupar com estes processos”, alerta Marco Bueno, diretor de Marketing e Alianças da Mastersaf.

Para ele, o grande impacto da adoção da NF-e no país virá dos pequenos e médios negócios, que apesar de não estarem preparados, terão de se adaptar. “Você imagina uma pequena empresa que não tem nem computador precisando emitir uma nota fiscal eletrônica?”, questiona Bueno. “É neste universo que um novo modelo de negócios surgirá com mais força, abrindo espaço para a terceirização”, responde. “Bancos e até Lan Houses poderão criar novos serviços para estas demandas”, conclui.

Para os especialistas, a adoção da NF-e vai muito além da questão tecnológica. Ela envolve uma total quebra de paradigma do atual sistema. “Passa, inclusive, pela discussão da carga tributária e pela inclusão digital”, conclui Bueno. 

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